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América Latina

No Haiti, confronto entre trabalhadores e empresários se intensifica



Clique aqui para ouvir(1’27” / 341 Kb) – A luta pelo aumento do salário mínimo no Haiti prossegue marcada por protestos de trabalhadores e estudantes. Também continua a repressão do Estado aos protestos. No último mês, os trabalhadores chegaram a cercar o parque industrial do país – esta foi a primeira vez que as portas das indústrias foram trancadas em manifestação. Os haitianos pedem que o salário atual de 70 gourdes – algo em torno de R$ 68 por mês – passe para 200 gourdes – cerca de R$ 193 por mês.

A lei do aumento salarial já foi aprovada pelo Parlamento. Falta a aprovação do presidente René Preval, que tem se aliado aos industriais do Haiti. Dentro das negociações feitas, chegou-se até a uma proposta de que o salário fosse acordado em 150 gourdes (R$ 145). O deputado haitiano Steven Benoit declarou que até mesmo este aumento foi impossibilitado, porque “os patrões ofereceram suborno e promessas de financiamento de campanhas eleitorais” aos políticos.

A repressão das lutas continua sendo protagonizada pela Polícia nacional e pela Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (Minustah). Em nota, as organizações sociais denunciam que os trabalhadores que participam dos protestos são identificados e demitidos sem aviso prévio. Novas regras dentro do trabalho também foram impostas, segundo a nota, como a proibição de atender telefonemas nas empresas.

De São Paulo, da Radioagência NP, Ana Maria Amorim.


• Tropas da ONU reforçam repressão aos protestos pelo aumento salarial no Haiti

Quanto vale o Haiti?

As mobilizações no Haiti contam com forte atuação dos estudantes.

Clique aqui para ouvir
(5’54” / 1,35 Mb) – Desde o início do ano, são recorrentes as manifestações no Haiti pelo aumento do salário mínimo. O país paga, atualmente, 70 gourdes por mês para um trabalhador – isto equivale a R$ 3,50 por dia. Os trabalhadores pedem que um novo salário mínimo seja fixado, pagando 200 gourdes por mês – cerca de R$ 10 por dia. A lei chegou a ser aprovada pelo Parlamento em abril, mas para ser oficializada precisaria que o presidente, René Préval, publicasse no jornal oficial do país.

Pressionado pelos empresários no Haiti, o presidente se nega a… leia mais

fonte: www.radioagencianp.com.br
Domingo, 13 de setembro de 2009

Honduras 11.09.09
Governo de Zelaya pede que comunidade internacional não reconheça eleições”,”noticia.asp?lang=PT&cod=41018″,”Foto: CADTM”];

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Foto: CADTM
Honduras 11.09.09

Nossa AméricaBrasília – Sexta , 11 de Setembro de 2009

Ricardo Antunes: “As Vias Abertas na América Latina”

Não estaremos presenciando o afloramento de um novo desenho de poder popular, construído pela base, pelos camponeses, indígenas, operários, assalariados urbanos que começam novamente a sonhar com uma sociedade livre, verdadeiramente latinoamericana e emancipada?. Não estaremos começando a tecer, redesenhar e mesmo presenciar as novas vias abertas na América Latina?
Por Ricardo Antunes*, em O Diario
retirado de http://www.patrialatina.com.br

Camilo Torres: O Cristianismo rebelde na América Latina

Inácio Strieder *

“Onde caiu Camilo nasceu uma cruz,
porém não de madeira, e sim de luz”.
(Victor Jará)”Não deporei as armas enquanto o poder
não estiver totalmente nas mãos do povo”.
(Camilo Torres)

Jorge Camilo Torres Restrepo nasceu em Bogotá, Colômbia, em 03 de fevereiro de 1929. Sua família pertencia à alta burguesia liberal da Colômbia. leia mais

Mapuche: o preço da Paz

por Michelle Amaral da Silva última modificação 28/08/2009 11:05- fonte:www.brasildefto.com.br

Jovem weichafe (guerreiro) mapuche Jaime Facundo Mendoza Collío, foi morto por uma bala de pistola 9mm disparada por um suboficial

Jovem weichafe (guerreiro) mapuche Jaime Facundo Mendoza Collío, foi morto por uma bala de pistola 9mm disparada por um suboficial

27/08/2009

Juan Jorge Faundes
Revista Punto Final
Santiago, Chile


“Para a seleção de seus membros se requerem indivíduos equilibrados, disciplinados de grande capacidade operativa, em permanente disponibilidade e capazes de realizar diferentes funções para intervir de maneira rápida e exitosa” (Sitio web do Grupo de Operações Policiais Especiais)

“Autópsia revela que o aldeado morto recebeu disparo pelas costas” (El Diario Austral, Temuco, 13 de agosto 2009)

Elaborava um esquerdômetro quando me interei de que o jovem weichafe (guerreiro) mapuche Jaime Facundo Mendoza Collío, de 24 anos, foi morto por uma bala de pistola 9 milímetros —que entrou pelas costas e saiu pelo tórax — disparada por um suboficial do Grupo de Operaciones Policiales Especiales (GOPE) do Cuerpo de Carabineros do Chile. Um aldeado vizinho declarou a repórteres de tv que viu como um grupo de uns oito rapazes com boleadeiras e hondas (instrumento de esporte indígena) era perseguido por uns quinze carabineiros policiais que faziam disparos:“era uma agitação grande que trazia carabineiros”, disse a testemunha, “todos disparavam”. Depois soube que um dos jovens caiu estendido na terra. (O vídeo está no YouTube). leia mais…

(tradução: Eduardo Sales)

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Galeano: Presença dos EUA ofende dignidade e inteligência da AL

Por Fernando Arellano Ortiz
[Quinta-Feira, 27 de Agosto de 2009 às 14:16hs]

fonte: revista FORUM

Na Avenida Amazonas, em Quito, a poucos passos do hotel onde se hospedava, encontramos – como qualquer transeunte na noite do domingo, 9 de agosto – Eduardo Galeano, que havia chegado à capital equatoriana para assistir, como convidado especial, ao ato de posse do presidente Rafael Correa, cerimônia realizada em 10 de agosto. O paramos e nos identificamos para solicitar uma entrevista, à qual ele aceitou com gosto. “Agora não pode ser, mas nos vejamos amanhã, depois… lei mais…

Mapuche: o preço da Paz

por Michelle Amaral da Silva última modificação 28/08/2009 11:05

Jovem weichafe (guerreiro) mapuche Jaime Facundo Mendoza Collío, foi morto por uma bala de pistola 9mm disparada por um suboficial

Jovem weichafe (guerreiro) mapuche Jaime Facundo Mendoza Collío, foi morto por uma bala de pistola 9mm disparada por um suboficial

27/08/2009

Juan Jorge Faundes
Revista Punto Final
Santiago, Chile


“Para a seleção de seus membros se requerem indivíduos equilibrados, disciplinados de grande capacidade operativa, em permanente disponibilidade e capazes de realizar diferentes funções para intervir de maneira rápida e exitosa” (Sitio web do Grupo de Operações Policiais Especiais)

“Autópsia revela que o aldeado morto recebeu disparo pelas costas” (El Diario Austral, Temuco, 13 de agosto 2009)

Elaborava um esquerdômetro quando me interei de que o jovem weichafe (guerreiro) mapuche Jaime Facundo Mendoza Collío, de 24 anos, foi morto por uma bala de pistola 9 milímetros —que entrou pelas costas e saiu pelo tórax — disparada por um suboficial do Grupo de Operaciones Policiales Especiales (GOPE) do Cuerpo de Carabineros do Chile. Um aldeado vizinho declarou a repórteres de tv que viu como um grupo de uns oito rapazes com boleadeiras e hondas (instrumento de esporte indígena) era perseguido por uns quinze carabineiros policiais que faziam disparos:“era uma agitação grande que trazia carabineiros”, disse a testemunha, “todos disparavam”. Depois soube que um dos jovens caiu estendido na terra. (O vídeo está no YouTube).

O GOPE é uma unidade de elite de Corte militar; são comandos. São comparados aos “navy seal”, grupo de operações especiais do Exército dos Estados Unidos. Os GOPE têm treinamento e experiência no combate anti-deliquência de alta periculosidade e anti-terrorismo; foram criados em 7 de junho de 1979. Muito apropriados, como se aprecia, para reprimir as ações e mobilizações sociais pelos direitos ancestrais do povo mapuche. Há que parabenizar por seu tino ao ministro do Interior, Edmundo Pérez Yoma, e a sua equipe. E também ao ministro de Defesa, Francisco Vidal, de cujo ministério dependem e quem, 48 horas antes do assassinato de Jaime Facundo Mendoza Collío, havia visitado, precisamente, suas instalações:

“O Ministro de Defesa Nacional, Francisco Vidal Salinas, acompanhado do General Diretor de Carabineiros, Eduardo Gordon, visitou(…) o Grupo de Operaciones Policiales Especiales (GOPE), onde presenciou uma mostra de equipamento e armamento que utilizam os mais de 260 carabineros do GOPE ao largo do país…” (Sitio web Ministério de Defesa).

Sem dúvida, este governo acaba de ser reprovado não somente no esquerdômetro, senão também no democratômetro. E a nota vermelha está escrita com tinta sangue mapuche. Por não renunciar os ministros envolvidos e a linha de mando por sobre o autor do disparo (reparação política), e por não ser dissolvido o GOPE (reparação histórica), todo o governo e o Acordo, assim como seus aliados, serão cúmplices deste crime. E qualquer pacto “por omissão” será na prática “por traição”.

Por que dissolver o GOPE completo se somente um matou o jovem weichafe? Porque, segundo o sítio web de Carabineiros, foi criado “com a finalidade de poder (…) dar resposta ante situações complexas que se começaram a gestar em nível nacional na década de 1980. Aquelas “situações complexas” eram nem mais nem menos que a luta contra a ditadura. Os comandos do GOPE enviados a reprimir om povo mapuche foram criados por Augusto Pinochet para reprimir a resistência.

Assegura a página na internet dos Carabineiros que os GOPE “combinam velocidade e prudência com maestria técnica e sobretudo muito valor para cumprir missões arriscadas”. Agrega que são treinados entre outras técnicas em “armamento e técnicas de tiro” e em “contra-guerrilhas (operações em cordilheira, atiradores escolhidos)”.

O sub-oficial que matou o jovem Mendoza Collío, o fez com “velocidade e prudência”? Supõe-se que, dado seu treinamento, um “atirador escolhido” é capaz de dar conta se estiver disparando contra um jovem em retirada, que lhe dá o respaldo armado somente com “hondas”, ou sobre um adversário que o enfrenta de igual para igual; e que —ainda neste último caso— é capaz de discernir até onde dirige o disparo e com que finalidade: somente ferir para um efeito dissuasivo ou matar para aniquilar.

Este assassinato não é novidade. Os mapuches foram vítimas de uma ocupação militar (final do século XIX) que usou métodos atrozes (cravar mulheres em lanças). São de uma violência estrutural que os condenou ao minifúndio e a pobreza. (século XX). Os “culcules” e cultrunes (instrumentos musicais Mapuche) de um povo oprimido que exerce hoje o direito sagrado à rebelião gritam com Isaías: “Com que direito esmagam meu povo e trituram o rosto dos pobres” (3:15). “Ele esperou deles equidade, e há efusão de sangue; esperou justiça, e há gritos de angústia!…(5:7). Os cinco milhões de hectares usurpados (território das pastagens de Quilín) valeriam hoje 20 bilhões de dólares a preço de mercado. Por aí deveria começar o diálogo. Mais uma indenização moral por danos e prejuízos… Reparação política, histórica, econômica e moral: o preço da paz.

(tradução: Eduardo Sales)

 

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