MG
CAMILO TORRES NA LUTA ! ! ! ! !
Ultimamente em Belo Horizonte tem se tornado comum a presença das ocupações urbanas em todos os espaços de reivindicações dos trabalhadores. A massa colocando sua cara na luta.
Com muita garra, homens e mulheres oprimid@s vão à luta por um Brasil melhor, um Brasil onde haja teto, refeições, trabalho e dignidade. Um Brasil sem opressores e oprimidos, um Brasil da massa !
Em pleno sábado de sol, fomos em três, três amigos dispostos a apoiar a OCUPAÇÃO CAMILO TORRES.
Primeiro todos se perguntam: “Por que este nome? Quem é este tal de Camilo Torres?”

Resumidamente, Camilo foi um sacerdote da igreja católica colombiana, filho da alta burguesia, formado em filosofia na Europa, que largou tudo para pegar em armas contra as oligarquias locais.
Morto em 1966, seu exemplo ficou e marcou a América Latina , para saber mais...
Mas voltemos à OCUPAÇÃO.
1,1 hectare, 140 famílias divididas em duas áreas. A área de cima do terreno é da Prefeitura, onde vivem 40 famílias e foi a primeira parte da ocupação. A área de baixo é repassada de empresa para empresa há 20 anos como forma de especulação imobiliária. Logo após a ocupação, um fato estranho aconteceu: o IPTU da área, que estava atrasado há anos, foi regularizado concomitantemente à ata da Ocupação. Rápido, né?

Casa da Camilo Torres

Casa da Camilo Torres
Na entrada da ocupação, fica localizado o centro comunitário, onde são celebradas as reuniões dos moradores. Tudo é resolvido em grupo e celebrado em conjunto. A luta é de todos.

Casa da parte superior do terreno da Camilo Torres, terreno, dito, da prefeitura


Parte baixa da ocupação.
Desde o mês passado, a prefeitura obteve mandado de reintegração de posse da ocupação Camilo Torres, fato que nos deixa preocupados, pois a qualquer momento o aparato
repressor do estado mineiro pode tentar expulsar as 140 famílias do terreno. A todo momento, observamos um sentimento de luta nos comp@nheiros da ocupação. Luta, vida,
esperança e trabalho.
No momento em que chegamos, os camaradas estavam terminando um cômodo para abrigar alguns pneus velhos, para não gerar a proliferação do mosquito da dengue, coisa que nem a burguesia do mangabeiras faz!

Pneus

Novo espaço para os pneus, galpão comunitário.
Ingenuamente perguntei a um dos coordenadores, chamado Chuchu: “E para que tantos pneus?”
“Com a fumaça os helicópteros têm que se afastar… legal, né? E pra fazer hortas também sic (rsrs), afinal temos que comer”, disse.
Toda sexta tem reunião de mulheres e logo depois um FORRÓ DOS BÃO !!!! O arrastapé começa logo que a noite cai e vai até o povo cansar de festejar a luta.
Do lado dos PATRÕES
A prefeitura de BH questiona dizendo que os moradores das ocupações são fura-fila do programa habitacional municipal, porém não relata que há trabalhadores há 30 anos nesta fila de mentira. Fila esta que só serve pra enganar a população e continuar com o abuso dos alugueis.
PERSEGUIÇÃO
Outro caso gritante foi a demissão de uma companheira da ocupação. Ela trabalhava num posto de saúde municipal e participava do processo da ocupação. Por retaliação, a PBH demitiu a trabalhadora, tendo como base mentiras nitidamente forjadas.
Entretanto, estamos na batalha contra esta demissão política feita por um partido que se intitula dos trabalhadores, melhor seria nomeá-lo partido dos patrões.

Companheira Vânia, demitida injustamente pela PBH.
CADÊ A CONSTITUIÇÃO ?
Além do direito à moradia, outra luta das ocupações em BH é a luta pelo acesso aos demais serviços públicos essenciais à vida e garantidos pela Constituição Federal de 1988, como a educação e a saúde. A PBH nega aos integrantes dos movimentos de luta pela moradia, que estão morando em ocupações, o acesso a direitos como educação e atendimento em postos de saúde. Alega que só pode atender aqueles que têm endereço cadastrado e que essas pessoas não possuem endereço legal. Isso mostra de que lado o prefeito está.


Fotos do grito dos excluídos 2009
Mais uma vez a massa dá o exemplo a toda população belorizontina que a luta continua ! !
CONLUTAS . —————————————————————————————————–
21 de Agosto de 2009 – 17h07 fonte: www.vermelho.org.br
Servidores realizam maior manifestação contra governo Aécio
A insatisfação do funcionalismo mineiro chegou às ruas. Nesta quinta-feira (20/08), os trabalhadores de todas as áreas do serviço público organizaram uma manifestação que tomou as ruas do centro da capital mineira.

Cerca de 3 mil pessoas fizeram passeata que começo na Praça Afonso Arinos e terminou em frente ao Palácio da Liberdade, sede do governo de Minas. Segundo os sindicatos que organizaram o ato, o reflexo do choque de gestão é a perda de direitos e baixos salários para os trabalhadores.
Ação policial
Como em todas as manifestações contra o governo Aécio Neves, os manifestantes foram cercados pela tropa de choque da Polícia Militar, para impedir o acesso à Praça da Liberdade. O movimento conseguiu, de forma pacífica, romper o cordão de isolamento e chegar ao Palácio da Liberdade, o que não se via há muito tempo nas manifestações em Belo Horizonte.
Durante o trajeto até chegar à Praça, os trabalhadores também pararam em frente ao Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), onde fica o gabinete do vice-governador, Antonio Anastásia.
Reivindicações
Um dos eixos do protesto é a contra proposta sobre o reposicionamento na carreira. Segundo o diretor do Sindicato dos trabalhadores na saúde (Sind-Saúde/MG) o governo Aécio Neves prolonga desde 2005 a consolidação do plano de cargos e salários. Em 2009, o governo apresentou uma proposta que não agradou os trabalhadores. A proposta dos sindicatos é diminuir pela metade a contagem de tempo de serviço (a cada 2 anos e meio) e a progressão por escolaridade (a cada um ano).
Além disso, os trabalhadores exigem reajuste salarial. Em todas as falas durante o protesto foi comum a denúncia de salários congelados, inclusive abaixo do salário mínimo garantido constitucionalmente. Segundo os trabalhadores, toda esta situação é reflexo da implementação do “malfado” choque de gestão. O presidente da CUT-MG, Marco Antonio disse que “os trabalhadores não estão satisfeitos com a situação em Minas. O choque de gestão significa na verdade menos investimentos na educação, na saúde e na segurança”.
Publicidade
Enquanto os trabalhadores denunciam a precariedade do trabalho e salários vergonhosos, a publicidade do governo ganha aditivos orçamentários bem polpudos. Apenas nos últimos três meses a publicidade governamental gastou R$ 70 milhões.
Estado de greve
A manifestação foi considera a maior deste ano e conseguiu unificar todo o funcionalismo com a coordenação da InterSindical. Os servidores da saúde fizeram paralisação em diversos órgãos do estado para participarem da atividade e em muitos deles como na Funed e Unimontes iniciam estado de greve.
De Belo Horizonte,
Mariana Arêas
Sem renda oficial suficiente, Aécio compra, por R$ 12 milhões, apartamento que pertenceu a seu avô Tancredo
![]() Governador Aécio Neves Ex-assessor de Tancredo se assusta ao folhear relatório sobre o crescimento patrimonial do atual governador de Minas Gerais e afirma: “Quem diria, aquele jovem vindo do Rio de Janeiro, após a eleição de seu avô ao governo de Minas em 1982, trazendo em sua mochila bermudas e camisetas. Seu primeiro terno foi comprado pronto na Mesbla, com recursos de seu avô”. Esta realidade assusta não só aos ex-assessores de Tancredo, mas a todos que conhecem a história de Aécio Neves. Jamais exerceu qualquer atividade empresarial, comercial ou industrial. Desde 1983 exerceu apenas cargo público, ou seja, recebeu salário, primeiro no governo de Minas como assessor de seu avô, depois diretor de loterias na Caixa Econômica Federal e deputado federal por quatro mandatos, até ser governador de Minas. Em 2006, após seu primeiro mandato de governador, seu patrimônio… leia mais |
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