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E … VAMOS A LUTA ! ! ! ! !! !

Encaminhando as deliberações do Forum dos servidores Federais, da CONDSEF, do CDS-SINDSEP/MG o

CONVOCATÓRIA ato geral

O  SINDSEP-MG convoca todos os trabalhadores do serviço Público Federal da região Metropolitana de belo horizonte para Assembléia Geral da categoria:

Dia: 11 de Maio de 2011

 (quarta-feira)
Horário: 9:00 hs
Local: Auditório do SINDSEP-MG Endereço:rua Curitiba, 689, 12º andar - Centro

Pauta:

  1. 1.Pauta unificada dos servidores (contra o arrocho de 10 anos,  terceirização e demais ataques do governo; pela negociação coletiva; cumprimento os acordos; PARIDADE; definição da data BASE;

  2. 2.Organização do ATO unificado do serviço público dia 18 de maio em Belo;

  3. 3.Eleição de delegado para Plenária Nacional da CONDSEF (dia 28/05)

  4. 4.Assuntos Gerais e outros Encaminhamentos.

 
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Publicado por em 10/05/2011 em Uncategorized

 

É primeiro de maio. Dia do trabalhador!

Iara Gomes de Moura

Jornalista

Cigarro entre os dedos. Sentado sob uma banqueta de madeira titubeante. Aos seus pés, uma poça de lama. A chuva caíra há pouco. O olhar preso ao chão transmite uma sombra de desespero que quebra a monotonia da hora. Há quatro anos desempregado, testemunha de um tempo cujo sentido ficou perdido no fundo de um copo sujo.

Ela quase consegue disfarçar o cansaço com seu sorriso ligeiro e tímido. Sentada numa cabine, fita o relógio repetidas vezes, a cada minuto. O tempo não passa à medida que a madrugada segue e seus olhos insistem em fechar. Em ritmo cadenciado, as máquinas combinam sons, repetitivos, alucinantes. O fliperama é sua única companhia, afora os passantes e o inspetor que vez por outra vem olhar se ela está acordada. Nesta vida tão ligeira, ela espera pelo sol que virá pôr fim à jornada noturna.

Sapatos polidos, camisa de mangas longas. Sobe o elevador animado. É seu primeiro dia de trabalho e ele mal consegue disfarçar a satisfação. Quarenta anos se passam. Os sapatos já estão gastos, a camisa amarrotada e ele continua ali, cercado por pessoas apáticas ainda tão estranhas. Atrás da mesa, exerce a função que o engolfou desde o primeiro dia. Gestos mecânicos acompanham os ponteiros do velho relógio que marca as oito horas de expediente da repartição. O trabalho gasta seu tempo, leva sua vida.

Recostada à janela, ela espia os moleques que jogam no asfalto. Vez por outra cumprimenta algum conhecido, serve um café e volta para lá. Quando a noite chega, mergulha embaixo do cobertor para proteger-se das lembranças que povoam seus sonhos. Memórias de um passado recente, quando era faxineira da escola do bairro… As pernas fracas já não permitem. Está convencida da sua inutilidade. Por isto espera seu dia, sem ânsia, sem dor… apenas espera.

Reféns de uma lógica automática, transpõem os dias ao sabor dos ventos. Hora são necessários; hora, supérfluos. Mas sempre descartáveis! No trabalho, arruinam o espírito, embrutecem o corpo. Sem trabalho, já não há vida alguma. Sob o imperativo do capital não há vazão possível.

Por isto irrompem, de tempos em tempos, brotando da terra, das vilas, cortiços; das fábricas, favelas. Arrancam o futuro do tempo presente, destroçam a hipocrisia da moral vigente. Ecoam seus hinos, trançam seus braços. E como num terno abraço, anunciam o porvir.

 
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Publicado por em 02/05/2011 em Uncategorized

 

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CONTRA O ARROCHO !

 
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Publicado por em 29/04/2011 em Uncategorized

 

1º DE MAIO É NOSSO !

O 1˚ DE MAIO É DA CLASSE TRABALHADORA E NÃO DA CONCILIAÇÃO COM O CAPITAL E SEU ESTADO

A história da classe trabalhadora é a história de suas lutas. Os direitos garantidos que temos hoje foram fruto da ação direta dos trabalhadores que enfrentaram os ataques do Capital e de seu Estado, não são concessões dos patrões e governos.

Há muito tempo atrás no coração do imperialismo, trabalhadores se colocaram em movimento e realizaram várias manifestações que resultaram numa greve geral.

No ano de 1886 na cidade de Chicago trabalhadores entram em luta pela redução da jornada de 13 para 8 horas e por melhores condições de trabalho. Nesse período mulheres tinham seus filhos dentro das fabricas e crianças trabalhavam em máquinas maiores que seus pequeninos corpos.

 A repressão do Estado rapidamente é acionada e a Policia mata e fere centenas de trabalhadores durante as greves. Além disso, trabalhadores que se tornaram referencia no enfrentamento contra os patrões e o governo e lideraram importantes manifestações são presos e condenados a morte.

Os EUA já naquela época utilizavam-se da força de trabalho imigrante como forma de aumentar ainda mais a exploração. Eram alemães, russos, búlgaros, poloneses que viviam em situação de extrema miséria e morriam seja de fome, seja pelas péssimas condições de trabalho ou então através das balas do Estado.

Uma das principais palavras de ordem nas manifestações de Chicago mostram a duríssima situação a que estavam submetidos os trabalhadores: “ Pão ou sangue”.
Os EUA, coração do sistema capitalista até hoje tenta ocultar essa intensa luta dos trabalhadores, que atravessou as fronteiras das nações e se transformou numa data internacional de luta da classe trabalhadora. Até hoje lá o Capital e seus governos tratam o 1˚de Maio como um dia normal de trabalho e é dessa forma que se referem à data, é o dia “do trabalho” e não da luta dos trabalhadores.

A CLASSE TRABALHADORA NO MUNDO SEGUE RESISTINDO E LUTANDO

Anos se passaram muitos direitos foram garantidos através da coragem e da luta de nossa classe, mas a exploração segue. Se hoje a jornada não é mais de 13, 14 horas existem as horas extras, o banco de horas e tantas outras formas de flexibilização da jornada. Crianças ainda trabalham, o processo de trabalho segue matando seja lentamente com as doenças ou através dos acidentes que aumentam a cada dia.

Os patrões avançam contra os direitos e os salários como forma de superar sua crise, para diminuir o preço da força de trabalho e retomarem seus lucros.

OS MEDIADORES DOS INTERESSES DO CAPITAL TENTAM TRANSFORMAR O 1˚ DE MAIO EM DIA DE FESTA E CONCILIAÇÃO

Infelizmente há alguns anos instrumentos que nasceram com a classe trabalhadora e hoje se transformaram em seu contrario como a CUT, abriram mão de organizar as manifestações de luta do 1˚de Maio. Ao invés da luta, muita festa, sorteio de prêmios financiados pelos patrões como Embraer, Votorantim, Vale entre outras e pelo governo PT através da Petrobras, Banco do Brasil etc.

As empresas demitem, arrocham salários,impõe péssimas condições de trabalho e financiam a festa da Central que deveria estar junto com os trabalhadores, mas há muito tempo trabalha pelos interesses dos patrões, contra a classe trabalhadora.

A CUT hoje apenas disputa com a Força Sindical (central  criada nos escritórios de RH das empresas, para cumprir o papel de impedir a luta dos trabalhadores) quem reúne mais multidão nos shows promovidos pelas duas centrais. Mas existem outras que embora menores cumprem o mesmo desserviço; CTB, UGT, Nova Central entre outras também tentam ocultar o significado dessa data com festas e sorteios.

COMEMORAM O QUE?

As centrais que hoje tentam transformar o 1˚ de Maio num dia de festa, comemoram certamente o pacto com o Capital que há tempos vêm fazendo. Acordos de redução salarial e de direitos, aceitação do banco de horas e outras formas de flexibilização da jornada, campanhas salariais em que  aceitam as migalhas oferecidas pelos patrões. São as mesmas centrais que apóiam cegamente todas as medidas do governo PT que atacaram os trabalhadores. Infelizmente seus atos no 1˚ de Maio servem para coroar essa aliança cruel contra a nossa classe.

A INTERSINDICAL ESTARÁ NOS LOCAIS DE TRABALHO, MORADIA E ESTUDO ORGANIZANDO AS MANIFESTAÇÕES DO 1˚ DE MAIO

E também participará dos atos em unidade com as organizações que não sucumbiram à parceira com os patrões e governos.

A Intersindical a exemplo do que fizemos no 8 de Março organizará as manifestações do 1˚ de Maio a partir dos locais de trabalho, moradia e estudo onde se dá o enfrentamento direito contra os patrões e o governo.

Nossa ação em cada região onde estamos passará por assembléias, panfletagens, mobilizações nas mais diversas categorias, afirmando o caráter de classe dessa data que é um patrimônio da luta da classe trabalhadora.

Também estaremos construindo em conjunto com as organizações que não sucumbiram às festas bancadas pelos patrões e pelo governo, ATOS DE LUTA DO 1˚de MAIO.
Por nossos companheiros que tombaram na luta para que direitos fossem garantidos, por nossa geração que se mantém em movimento, pela futura geração de mulheres e homens trabalhadores continuamos a luta:

  • NENHUM DIREITO A MENOS, PARA AVANÇAR NAS CONQUISTAS
  • REDUÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO SEM REDUÇÃO SALARIAL
  • AUMENTO REAL NOS SALARIOS E MELHORES CONDIÇÕES DE TRABALHO
  • PELO FIM DO FATOR PREVIDENCIÁRIO. E POR AUMENTO REAL NAS APOSENTADORIAS
  • REFORMA AGRARIA E URBANA SOB CONTROLE DOS TRABALHADORES
  • SAÚDE, EDUCAÇÃO, PREVIDENCIA, SANEAMENTO PUBLICO E DE QUALIDADE
  • ROMPER AS CERCAS DAS NAÇÕES E CONSTRUIR A LUTA INTERNACIONAL DA CLASSE TRABALHADORA: EM DEFESA DAS CONQUISTAS DA REVOLUÇÃO CUBANA, SOLIDARIEDADE ATIVA AOS TRABALHADORES NO HAITI, PALESTINA  E A TODOS AQUELES QUE LUTAM POR SUA AUTO-DETERMINAÇÃO E CONTRA O CAPITAL.
  • DAS AÇÕES COTIDIANAS, A LUTA POR UMA SOCIEDADE SEM EXPLORADOS E EXPLORADORES, UMA SOCIEDADE SOCIALISTA.
 
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Publicado por em 29/04/2011 em Uncategorized

 

É Tempo de Tudo ou Nada

Há hora de somar

E hora de dividir

Há tempo de esperar

E tempo de decidir

Tempos de resistir

Tempos de explodir

Tempos de criar asas, romper cascas

Porque é tempo de partir

Partir partidos,

Parir futuros,

Partilhar amanheceres

Há tempos esquecidos

É tempo de dar nomes aos bois,

De levantar a cabeça

Acima da boiada

Porque é tempo de tudo ou nada.

Lá no passado tínhamos um futuro

Lá no futuro tem um presente

Pronto pra nascer

Só esperando você se decidir

Porque são tempos de decidir

Dissidiar, dissuadir,

Tempos de dizer

Que não são tempos de esperar

Tempos de dizer:

Não mais em meu nome!!!

Se não podem se vestir com nossos sonhos

Não falem em nosso nome.

Não mais construir casas

Para que os ricos morem.

Não mais fazer o pão

Que o explorador come.

Não mais em meu nome!!!

Não mais nosso suor, o teu descanso.

Não mais nosso sangue, tua vida.

Não mais nossa miséria, tua riqueza.

Tempos de dizer

Que não são tempos de calar

Diante da injustiça e da mentira.

É tempo de lutar

É tempo de festa, tempo de cantar

As velhas canções e as

Que vamos inventar.

Tempos de criar, tempos de escolher.

Tempos de plantar os

Tempos que iremos colher.

É tempo de dar nomes aos bois,

De levantar a cabeça

Acima da boiada,

Porque é tempo de tudo ou nada.

É tempo de rebeldia.

São tempos de rebelião.

É tempo de dissidência.

Já é tempo dos corações

Pularem fora do peito

Em passeata, em multidão

Porque é tempo de dissidência

É tempo de revolução.

Mauro Iasi

 
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Publicado por em 29/04/2011 em Uncategorized

 

Manifesto sobre Dia Mundial em Memória às Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho

Centrais se unem em Minas no Dia Mundial em Memória das Vítimas de Acidentes do Trabalho PDF Imprimir E-mail
Escrito por Administrator
25-Apr-2011
Ato conjunto será das 8 horas às 13 horas desta quinta-feira (28) na Praça Sete, Região Central de Belo Horizonte
Central Única dos Trabalhadores (CUT), CTB, NCST, CSP-Conlutas, CGTB e UGT, militantes e dirigentes dos seus sindicatos e entidades filiados e dos movimentos sociais  vão participar na quinta-feira (28) do Ato Conjunto das Centrais Sindicais em Minas Gerais pelo Dia Mundial em Memória das Vítimas de Acidentes do Trabalho. A manifestação será das 8 horas às 13 horas na Praça Sete, Região Central de Belo Horizonte (MG).
Na sexta-feira (29), todos estão convocados para a Audiência Pública sobre Saúde do Trabalhador em Minas Gerais, às 9 horas, na Assembleia Legislativa (Rua Rodrigues Caldas, 30, Bairro Santo Agostinho, Região Centro-Sul da capital mineira).
A celebração do dia de 28 de Abril – Dia Mundial em Memória das Vítimas de Acidentes de Trabalho – surgiu no Canadá, por iniciativa do movimento sindical, como ato de denúncia e protesto contra as mortes e doenças causados pelo trabalho, espalhando-se por diversos países.
Esse dia foi escolhido em razão de um acidente que matou 78 trabalhadores em uma mina no estado da Virgínia, nos Estados Unidos, no ano de 1969.
Embora desde 2003 a OIT, consagre a data à reflexão sobre a segurança e saúde no trabalho, o movimento sindical CUTista, mantém o espírito de denúncia e de luta que a originou, dando visibilidade às doenças e acidentes do trabalho e aos temas sobre Saúde do Trabalhador em discussão na agenda sindical. O dia 28 de Abril foi reconhecido oficialmente no Brasil  como o Dia Nacional em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho,  por meio da Lei nº 11.121 e vem sendo se consolidando como uma data de ações conjuntas das Centrais Sindicais em torno do tema.

Ato conjunto das Centrais Sindicais de Minas Gerais

Dia: 28 de abril (quinta-feira)

Horário: das 8 horas 13 horas

Local: Praça 7 – Centro – Belo Horizonte

 Audiência Pública – A saúde do trabalhador em Minas Gerais
Dia: 29 de abril (sexta-feira)
Horário: 9 horas
Local: Assembléia Legislativa de Minas Gerais (Rua Rodrigues Caldas, 30 – Santo Agostinho)

A data em memória às vitimas de acidentes de trabalho, 28 de abril, surgiu no Canadá por iniciativa do movimento sindical, espalhando-se por diversos países, por meio de sindicatos, federações, confederações locais e internacionais. O dia foi escolhido em razão de um acidente que matou 78 trabalhadores em uma mina no estado da Virgínia, nos Estados Unidos, no ano de 1969. A Organização Internacional do Trabalho (OIT), desde 2003, consagra este dia à reflexão sobre a segurança e saúde no trabalho.

 No Brasil, a data foi instituída como o Dia Nacional em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho em maio de 2005, pela Lei nº 11.121.

Em todo o mundo, milhões de trabalhadores se acidentam e centenas de milhares morrem no exercício do trabalho a cada ano. Segundo estimativas da OIT, ocorrem anualmente no mundo cerca de 270 milhões de acidentes de trabalho, além de aproximadamente 160 milhões de casos de doenças ocupacionais. Dos trabalhadores mortos, 22 mil são crianças, vítimas do trabalho infantil. Ainda segundo a OIT, todos os dias morrem, em média, cinco mil trabalhadores devido a acidentes ou doenças relacionadas ao trabalho.

No Brasil, os números também são impressionantes. O Anuário Estatístico da Previdência Social no ano de 2004 registrou 465.700 acidentes de trabalho no país. De lá pra cá, o número só vem crescendo. Foram 499.680 acidentes, em 2005; 503.890, em 2006; 659.523 casos, em 2007; 755.980, em 2008; e em 2009 (última publicação), foram registrados 723.452 casos.

No país, por ano, são registrados cerca de 3.000 mortes por acidente de trabalho, o que corresponde a uma morte a cada três horas.

Os números assustam, mas a situação é ainda mais grave. Isso porque, os dados são subnotificados pelas empresas que escondem acidentes e casos de doenças ocupacionais, para não pagar impostos.

Chega de mortes e acidentes! É dia de luta!

 

É hora de relembrar nossos mortos e lutar pela vida. Afi nal, saúde e segurança no trabalho são direitos do trabalhador e devem ser cumpridos à risca, por empresas e governos.

Também é bom lembrar que, embora o número de mortes causadas por acidentes no trabalho assustem, as doenças ocupacionais também são um mal que acometem milhões de brasileiros e que vem crescendo, a cada dia.

Entre essas doenças, as mais comuns são LER/DORT (Lesões por Esforços Repetitivos e Doenças. Osteomusculares Relacionadas ao Trabalho). Mas há outro fantasma que também assombra os trabalhadores e já atingiu níveis alarmantes: as doenças de ordem psíquica, como a síndrome do pânico e a depressão, diretamente causadas pelo assédio moral, uma prática que penaliza cada vez mais os trabalhadores no mundo todo.

A atual crise econômica mundial só veio piorar essa situação, com o aumento desenfreado da exploração para garantir os lucros dos patrões. A precarização, terceirização e a reestruturação produtiva pela qual passam as empresas e bancos, fez intensificar o ritmo de trabalho e a pressão da chefia sobre os trabalhadores, aumentando assim, consideravelmente, o número de trabalhadores acidentados ou lesionados. O mesmo ocorre com o assédio moral, principalmente no serviço público.

Um exemplo lamentável da precarização do trabalho pode ser visto nas obras governamentais do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Trabalhadores estão morrendo nos canteiros de obras e sendo submetidos a situações humilhantes. Já foram registradas 40 mortes de operários em acidentes ocorridos em 21 das grandes obras que, juntas, somam R$ 105,6 bilhões de investimentos. Só nas usinas de Jirau e Santo Antônio, em Rondônia, houve seis mortes. Se nada for feito, as obras para a Copa do Mundo e Olimpíadas irão pelo mesmo caminho.

 Portanto, é hora de agir. É dia de sair às ruas para mostrar nossa disposição de luta e mobilização

 Vamos exigir investimento em prevenção. Contra os cortes no orçamento para aplicação em saúde e segurança do trabalho. Pelo direito dos trabalhadores de recusar qualquer tipo de trabalho em situações que coloquem em risco sua integridade física. Pela responsabilização civil e criminal das empresas que mutilam e matam seus trabalhadores. Contra a flexibilização e redução de direitos. É fundamentar colocar também em pauta o fortalecimento das organizações no local de trabalho, como Cipas e comissões de saúde.

Só a mobilização da classe trabalhadora pode mudar essa situação.

com informação de: CSP-Conlutas.org.br, e cutminas.gov.br

 
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Publicado por em 28/04/2011 em Uncategorized

 

PSOL entra com ADIN contra Medida Provisória 520 em defesa dos hospitais universitários

16/04/2011 – 15:11
O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) impetrou no Supremo Tribunal Federal (STF), uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) contra a Medida Provisória nº 520, de 31 de dezembro de 2010, que autoriza o Poder Executivo a criar a empresa pública denominada Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares S.A. (Ebserh) nos hospitais universitários do Brasil. Afrânio Boppré, presidente nacional do PSOL, afirma que a medida provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em seu último dia de gestão, ao final de um mandato de oito anos, é danosa para a Universidade e para a sociedade em geral.

“A Medida Provisória nº 520 se reveste de inconstitucionalidade ao autorizar a criação de empresa pública para administrar os hospitais universitários, vez que afronta o princípio constitucional da autonomia universitária. A concepção tradicional define um hospital universitário (HU) como uma instituição que se caracteriza por ser um prolongamento de um estabelecimento de ensino em saúde, prover treinamento universitário na área de saúde; por ser reconhecido oficialmente como hospital de ensino, estando submetido à supervisão das autoridades competentes e propiciar atendimento médico de maior complexidade a uma parcela da população. Ora, transforma uma Instituição com essas características em empresa descaracteriza completamente suas funções que não é a de obter lucro ou cobrar por seus serviços”, avalia Afrânio Boppré.

O dirigente do PSOL argumenta que a Ebserh é uma empresa com personalidade jurídica de direito privado e patrimônio próprio, vinculada ao Ministério da Educação, com prazo de duração indeterminado Terá seu capital social representado por ações ordinárias nominativas, ou seja, “o objetivo de uma empresa é incompatível com o papel dos hospitais universitários. Não resta a menor dúvida que a primeira vítima desta Medida Provisória a da tal empresa será a autonomia universitária. Ela legaliza a crescente terceirização e exploração dos de trabalhadores nos hospitais do País. Deve, na opinião do PSOL, ser combatida por todos os setores da sociedade, em especial pela comunidade universitária”, disse o psolista.

Afrânio Boppré acredita que o STF dê parecer favorável a Adin impetrada pelo PSOL. “Não podemos aceitar este golpe contra a autonomia universitária, legaliza, repito, a terceirização e exploração de funcionários contratados sem a menor garantia, prejudica a população assistida pelos hospitais universitários e representa uma traição vergonhosa tanto que só foi apresentada no último dia de um governo de oito anos. Por que não antes para permitir amplo debate na sociedade?”, questiona.

“A Medida Provisória 520 tem efeito de lei, apesar de que há um prazo para que seja votada e aprovada no Congresso, por isso a criação da empresa pode ser iniciada a qualquer momento a revelia dos interesses e opinião da sociedade. É mais uma medida para privatizar a saúde e retirar o Estado de seu papel constitucional de oferecer saúde pública gratuita e de qualidade. Outra coisa a se destacar é que os atuais funcionários dos hospitais universitários poderão ser cedido para a empresa e passarão a receber salários da Ebserh. Divide a categoria dos servidores universitários e enfraquece a mobilização reivindicatória dos trabalhadores”, opina.

Afrânio Boppré acrescenta que “a contratação temporária prevista faz cair a qualidade do serviço prestado hoje nos hospitais universitários. Há também a possibilidade de cobrança por consultas e procedimentos, como já acontece hoje nos hospitais de São Paulo geridos pelas Organizações Sociais (OS’s). A qualidade do ensino também se perde pois não assegura estágios para os estudantes universitários e haverá no hospital uma nova equipe de profissionais, sem o vínculo acadêmico com a instituição e dificultando as aulas e pesquisas. A Medida Provisória 520 é danosa ao Brasil e temos a certeza que o STF não permitirá um ataque à Constituição com nefasta repercussão em toda a sociedade”, finalizou.

*Solicitamos às Assessorias de Imprensa dos diretórios e mandatos do PSOL que deem ampla divulgação desta nota na imprensa local.

 
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Publicado por em 19/04/2011 em Uncategorized

 

JORNAL CSP-CONLUTAS março

CLIQUE AQUI E BAIXE O JORNAL jornal_especial_montado_marco

 
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Publicado por em 24/03/2011 em Uncategorized

 

Segura que o arrocho vem aí !

Com possibilidades reais de diminuição de salario o INCRA joga nas mãos dos servidores  a responsabilidade de pré-definição das metas da Autarquia. Sucateado , sem recursos, sem força de trabalho e sem definição em relação a direção, servidores definirão esta semana seu futuro para não diminuir seus salário devido a irresponsabilidades do governo.

A continuação da ASSEMBLÉIA GERAL DO DIA 21 É HOJE DIA 22 AS 10 DA MANHÃ

CONVOCATÓRIA

O SINDSEP-MG convoca TODOS os trabalhadores do INCRA/MG para ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA, conforme dados abaixo:
Dia: 22 de março de 2011 – TERÇA-FEIRA
Hora: 10 hs.
Local: Auditório do INCRA-MG ou sala da ASSINCRA
(Av. Afonso pena 3500, serra).
CONTINUAÇÃO DA ASSEMBLÉIA DO DIA 21/3/11

Pauta:

  • -Posicionamento  dos SERVIDORES sobre a avaliação de desempenho institucional e individual.

 

  • O Decreto n. 7.133, de 19/03/2010, que regulamenta os critérios e procedimentos gerais a serem observados para a realização da avaliação de desempenho individual e institucional para fins de concessão da Gratificação de Desempenho de Atividade de Reforma Agrária (GDARA)e da Gratificação de Desempenho de Atividade de Perito Federal Agrário (GDAPA).
  • Comunicado aos servidores sobre os indicadores de avaliação de desempenho institucional para fins de concessão da gdara/gdapa – Diretoria de Gestão Administrativa – da. 17 de março de 2011.
  • Encaminhamentos gerais.

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RELEMBRANDO

Correio Braziliense: Governo estuda reajuste para cargos de confiança

06/01/2011 por aseantt Deixe um comentário

Para o funcionalismo, no entanto, Miriam Belchior descarta novos aumentos

Postado em 04/01/2011, 10:09 hs, em www.correiobraziliense.com.br
Luciano Pires e Leandro Kleber – Especial para o Correio

As torneiras do governo Dilma Rousseff estão fechadas para o funcionalismo, mas não para os ocupantes de cargos de confiança. Apesar de encampar um discurso de austeridade fiscal e de demonstrar preocupação com a escalada dos gastos correntes, a área econômica está decidida a corrigir os salários de 21.768 pessoas que fazem parte do chamado Grupo Direção e Assessoramento Superiores (DAS). O aumento para o alto escalão da Esplanada dos Ministérios frustra os servidores de pelo menos 30 carreiras da base do Executivo federal — cerca de 500 mil servidores —, que desde outubro do ano passado aguardam por correções que estão represadas ou foram liberadas parcialmente ao longo de 2008 e de 2009.

Com a atualização dos contracheques de senadores, deputados, ministros, presidente e vice-presidente da República, aprovada em dezembro pelo Congresso Nacional, as remunerações de secretários executivos e de tantos outros funcionários que desempenham funções estratégicas acabaram distanciando-se demais. O salto nos contracheques dos políticos, que passaram a embolsar por mês o mesmo que os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), R$ 26.723,13, criou, segundo técnicos do Ministério do Planejamento, “dois mundos” dentro da máquina pública. O aumento em análise poderá beneficiar também os demais cargos em comissão, o que ajudaria a reduzir as disparidades nas agências reguladoras, no Banco Central e nas autarquias.

O último reajuste concedido aos DASs ocorreu em agosto de 2008. Os cargos de nível um recebem R$ 2.115,72 e os de nível seis, R$ 11.179,36. Servidores concursados, quando ocupam postos de comando, podem optar pela remuneração cheia do cargo ou receber o salário normal, acrescido de um percentual do DAS correspondente. Procurado pelo Correio, o Ministério do Planejamento negou que a proposta esteja em estudo. O percentual em análise, porém, já vem sendo discutido pelo Palácio do Planalto. O ponto de partida é corrigir os DASs pela inflação do período, o que significa um aumento de cerca de 20%. Uma parte do novo governo defende, no entanto, que a correção seja mais agressiva.

Judiciário
Empossada ontem no cargo, a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, prometeu manter a política de valorização dos servidores públicos federais, mas ressaltou que tudo ocorrerá de “forma responsável e dentro dos limites fiscais”. “Não abriremos mão de prestarmos serviços públicos à população, pois assim determina a nossa Constituição. Tenho convicção, no entanto, de que isso pode ser feito com maior eficiência. É possível fazermos mais com menos. Podemos prestar serviços à sociedade com maior qualidade e maior rapidez”, reforçou.

Miriam descartou novos aumentos ao funcionalismo neste ano. “Houve uma forte recomposição nos salários das principais carreiras da administração pública federal. Considero que esse grande gap foi resolvido e que agora a gente entra em outro
patamar de negociação com os servidores”, disse. A ministra aproveitou para mandar recados aos cerca de 100 mil servidores do Judiciário federal que, há mais de um ano, reivindicam um reajuste médio de 56% — o impacto financeiro estimado é de R$ 7,5 bilhões. “Essas demandas são legítimas, mas precisam ser compatíveis com os recursos da União. Um aumento de 56% é bastante significativo”, declarou. Para a ministra, a saída talvez seja dar maior transparência às informações fiscais: “É importante para convencer uma parte das pessoas de que algumas dessas demandas são irreais”.

Decepção
Entre os servidores, as reações foram imediatas. Neuracy Oliveira, do Ministério da Agricultura, disse não ter expectativas de receber reajustes neste ano, mas que se isso acontecesse seria muito bem-vindo. “Acredito que poderíamos ganhar mais”, resumiu a secretária, há mais de 20 anos no órgão. Leandro de Moura, agente administrativo do Ministério da Previdência Social, não esconde a decepção. “Tinha uma esperança, mas sei que tudo é incerto quando um novo governo assume.” O agente administrativo do Ministério do Trabalho, Gutemberg Nunes, lembra que os salários dos servidores do Executivo são os menores entre os Três Poderes. “Não é bom ficar sem aumento, principalmente no meu órgão, onde os vencimentos ainda são mais baixos do que nos outros da Esplanada”, lamentou.

O secretário-geral da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), Josemilton Costa, criticou a postura do governo. “Como a presidente irá valorizar o servidor sem investir nele? Não consigo vislumbrar um país desenvolvido sem um forte serviço público”, provocou. Na próxima semana, a Condsef deverá encaminhar ofícios à ministra Miriam e à presidente Dilma para tentar agendar uma reunião.

Arquivado em Notícias

 
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Publicado por em 21/03/2011 em Uncategorized

 

Preparando terreno p/ Reforma Trabalhista e “guerra” ao funcionalismo público

Leis trabalhistas do Brasil são arcaicas e contraproducentes, diz ‘Economist’

As leis trabalhistas do Brasil são arcaicas, contraproducentes e oneram tanto empresas quanto trabalhadores, diz uma reportagem da revista britânica The Economist que chegou às bancas nesta sexta-feira.

A reportagem, intitulada Employer, Beware (Empregador, Cuidado), afirma que as leis trabalhistas brasileiras são ”extraordinariamente rígidas: elas impedem tanto empregadores como trabalhadores de negociar mudanças em termos e condições, mesmo quando há um acordo mútuo”.

Para a revista, a legislação incentiva trabalhadores insatisfeitos a tentar que sejam demitidos em vez de pedir demissão.

Esse ciclo, acrescenta a Economist, induz também empresários a preferir não investir em treinamento de seus funcionários, já que esse é um investimento que pode não dar retorno.

De acordo com a publicação, as leis trabalhistas do Brasil são ”uma coleção de direitos de trabalhadores listados em 900 artigos, alguns escritos na Constituição do país, originalmente inspirados no código trabalhista de Mussolini”.

A reportagem diz que o conjunto de leis é custoso e que ”demissões ‘sem justa causa” geram multas de 40% sobre o que um trabalhador recebe”, acrescentando que nem ”um empregado preguiçoso ou um empregador falido constituem ‘justa causa’”.

Custos

O artigo comenta que, em 2009, um total de 2,1 milhões de brasileiros processaram seus empregadores em cortes trabalhistas. ”Estes tribunais raramente se posicionam favoravelmente aos empregadores. O custo anual deste ramo do Judiciário é de de mais de R$ 10 bilhões (cerca de US$ 6 bilhões).

De acordo com a Economist, ”empresários há muito reclamam que essas onerosas leis trabalhistas, juntamente com elevados impostos sobre os salários, impedem-nos de realizar contratações e os empurram para fazer pagamentos por debaixo dos panos, isso quando esses pagamentos são feitos”.

O passado sindical do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva representava, no entender do empresariado brasileiro, uma esperança de que ele estaria mais bem situado que seus predecessores para persuadir trabalhadores a aderir a regras mais flexíveis que seriam melhores para eles.

Mas a publicação britânica acrescenta que os escândalos que abalaram o primeiro mandato de Lula impediram a implementação desta e de outras reformas.

fonte

em inglês

The Economist prega guerra contra funcionários públicos

Em um informe publicado dia 8 de janeiro, a revista anunciou a “próxima batalha” liberal: o confronto com os sindicatos do setor público. A tese da revista pode ser resumida em três pontos: os Estados europeus enfrentam déficits públicos abismais; para reduzir o gasto, é preciso reduzir efetivos, salários e sistemas de pensões dos funcionários; os governos ganharão a opinião pública incentivando a denúncia dos “privilégios” (em especial a estabilidade no trabalho) dos “acomodados” do setor público. Em nenhum momento o informe recorda que os déficits públicos são em grande parte consequência das ajudas colossais aos bancos e outros responsáveis pela crise atual. O artigo é de Bernard Cassen.

Bernard Cassen – Le Monde Diplomatique (edição em espanhol)

A revista The Economist é onde são expostas com maior radicalismo – e também com talento – as teses ultraneoliberais. É conhecida a grande influência que este semanário britânico exerce sobre as autoridades políticas, influência esta que vai muito além do mundo anglosaxão. O que The Economist preconiza transmite-se frequentemente para as políticas dos governos, em primeiro lugar na Europa. Por isso, é preciso levar muito a sério a capa da edição de 8 de janeiro passado e o conteúdo do informe especial: “A próxima batalha. Rumo ao confronto com os sindicatos do setor público”.

A tese da revista é de uma simplicidade evangélica e pode ser resumida em três pontos: a) todos os Estados europeus enfrentam déficits públicos abismais; b) para reduzir o gasto público, é preciso reduzir os efetivos, os salários e os sistemas de pensões dos funcionários; c) os governos ganharão com maior facilidade a opinião pública incentivando a denúncia dos “privilégios” (em especial a estabilidade no trabalho) dos “acomodados” do setor público, que supostamente vivem a custa do conjunto dos contribuintes.

Em nenhum momento o informe recorda que os déficits públicos são em grande parte consequência das ajudas colossais aos bancos e outros responsáveis pela crise atual. Tampouco que estes déficits aumentaram devido aos presentes sob a forma de isenções fiscais outorgadas aos ricos. Nem sequer se deixa claro que, em troca de seu salário, os funcionários prestam serviços indispensáveis para o bom funcionamento da sociedade.
Em particular os professores, atacados muito especialmente neste informe.

O jornalista que escreveu um dos artigos deve estar muito desinformado sobre as reais condições de trabalho dos professores para ter coragem de escrever que “65 anos deveria ser a idade mínima para que essa gente que passa a vida em uma sala de aula se aposente”.

The Economist festeja que vários governos europeus – dois deles dirigidos por “socialistas”, Grécia e Espanha – tenham rebaixado os salários de seus funcionários e que, em toda a União Europeia haja “reformas” – seria mais justo falar de contrarreformas dos sistemas de pensões já realizadas ou em vias de realização.

Por ideologia, os liberais são hostis aos funcionários e demais assalariados do setor público. Em primeiro lugar porque privam o setor privado de novos espaços de lucro. Em segundo porque, protegidos por seu estatuto, podem ser socialmente mais combativos que seus companheiros do setor privado, até o ponto de que, às vezes, fazem greves “por delegação” e representam os trabalhadores do setor privado que não podem fazê-las.

Esta solidariedade é a que os governos querem destruir a todo custo para reduzir a capacidade de resistência das populações contra os planos de ajuste e de austeridade implementados em toda a Europa. Os déficits públicos constituem assim um pretexto inesperado para modificar as relações sociais conflitivas em detrimento do mundo do trabalho.
Defender os serviços públicos é defender o único patrimônio do qual dispõem as categorias mais pobres da população. A aposta na caça aos funcionários públicos e a seus sindicatos proposta por The Economist não é apenas financeira. É política ou ideológica.

Versão em espanhol – Le Monde Diplomatique

Tradução: Marco Aurélio Weissheimer

Enviado por Marius crispim da consulta popular.

 
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Publicado por em 20/03/2011 em Uncategorized

 

MAI UMA VEZ… VAI SOZINHA !

do blog AZUL MARINHO COM PEQUI

CNASI LANÇA CAMPANHA “INCRA FORTE JÁ”

A CNASI LANÇOU A CAMPANHA “INCRA FORTE JÁ” QUE TEM COMO OBJETIVO, SEGUNDO A ENTIDADE, ” combater as propostas de desestruturação do INCRA e arregimentar a participação de servidores da autarquia, integrantes de movimentos sociais e entidades defensoras da democratização de acesso à terra a direção da  Confederação Nacional das Associações dos Servidores do Incra (Cnasi) lançou nesta quarta-feira (16/3), uma campanha de fortalecimento do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária.” *
logo modificado

COM UM LOGOTIPO FOFINHO A ENTIDADE, QUE NÃO ESTÁ REPRESENTADO OS SERVIDORES, MAS SIM UMA UTOPIA DE ALGUNS DE QUE O INCRA É UM ÓRGÃO IMPRESCINDÍVEL AO PAÍS, TENTA BARRAR AS MOVIEMNTAÇÕES DO GOVERNO NO SENTIDO DE RETIRR ATRIBUIÇÕES DO INCRA E DIMINUIR SEU PESO POLÍTICO.

A CAMPANHA DEVERIA ATUAR NO SENTIDO DE COBRAR REESTRUTURAÇÃO NO ÓRGÃO, DIMINUIR SEU INCHAÇO ATRIBUTIVO, AUMENTAR SUA FORÇA DE TRABALHO E GARANTIR SALÁRIOS MELHORES A ESTES SERVIDORES.
A QUEM IMPORTA UM INCRA COMO O DE HOJE QUE TEM 27 AÇÕES A REALIZAR E QUE NÃO TEM GENTE SUFICIENTE PARA REALIZAR NEM METADE DELAS COM EFICIÊNCIA?
MUDANÇAS SÃO O ANSEIO DE GRANDE PARTE DO SERVIDORES, PELO MENOS DAQUELES QUE ENXERGAM UM PALMO A FRENTE DO NARIZ, JÁ QUE DEFENDER UM INCRA FORTE COMO ELE É HOJE É O MESMO QUE FAZER O NÓ DA PRÓPRIA FORCA.
A SOCIEDADE HÁ MUITO SABE QUE O INCRA NÃO RESPONDE A SEUS ANSEIOS E ISSO TODOS NÓS QUE TRABALHAMOS NO ÓRGÃO SOMOS TESTEMUNHAS, NÃO DÁ MAIS PARA FICAR COM ESTE DISCURSO DE INCRA FORTE, INCRA IMPORTANTE.
O QUE TEMOS DE DEFENDER É UMA RESSTRUTURAÇÃO QUE NOS GARANTA OS DIREITOS TRABALHISTAS JÁ ADQUIRIDOS E MELHORIAS NO FUTURO, NÃO IMPORTA AO SERVIDOR SE ISSO OCORRERÁ NO INCRA OU EM UMA AUTARQUIA NOVA CRIADA APENAS PARA ACOMPANHAR OS CRÉDITOS OU AS ESTRADAS REALIZADAS NOS ASSENTAMENTOS.
QUERER UM INCRA FORTE HOJE SÓ É INTERESSANTE AQUELES QUE SE ETERNIZAM NOS CARGOS DE CHEFIA DESDE O DAS 1 AO 6, MUITOS DELES ESTRANHOS AO SERVIÇO PÚBLICO E QUE JÁ CONTAM COM MAIS DE  UMA DÉCADA SUGANDO A FORÇA DO INSTITUTO.
LUTO POR UM ÓRGÃO QUE POSSA RESPONDER AOS ANSEIOS DA CLASSE TRABALHADORA DO CAMPO, ROMPENDO LATIFÚNDIOS E DANDO CONDIÇÕES AO CAMPESINATO DE PRODUZIR E SE DESENVOLVER.
OS SERVIDORES DEVERIAM DAR AS COSTAS A ESTA CAMPANHA E DEMONSTRAR A CNASI QUE AÇÕES DESTA NATUREZA DEVEM SER DISCUTIDAS NAS BASES E NÃO IMPLEMENTADAS DE CIMA PRA BAIXO, AFINAL DOS 6000 SERVIDORES QTOS FORAM CONSULTADOS SOBRE A CONVENIÊNCIA DE UMA CAMPANHA DESSAS NO MOMENTO ATUAL?
* Texto extraído da página da CNASI
 
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Publicado por em 18/03/2011 em Uncategorized

 

COMO ????? SEM O QUE ??????

Extremando o que foi a marca principal do governo Lula, Dilma já implementou cortes de 50BI. Como analistas de esquerda já previam, cortou exatamente na políticas sociais. Contrariando seu novo slogan “país rico é país sem pobreza”, demonstra mais uma vez quem é prioridade para o governo, nada mais que o agronegócio, as mineradoras, as madeireiras, as contrutoras, os industriais… resumindo: O PATRÃO.
Exemplos mais detalhados são  os 100BI anuais para o agronegócio (com rendimento de 20%), o aumento para os cargos comicionados do governo, osR$ 118 BI para pagar os juros e serviços da dívida pública em 2011, os 213 BI despejados pelo GOVERNO em 2008/09 para manter as empresas lucrativas durante a crise, etc, etc. Do OUTRO LADO os ataques contra os trabalhadores:
  • No ORÇAMENTO – Educação perdeu R$ 3 bilhões; Esporte, R$ 1,5 bilhão; Saúde, R$ 570 milhões; Meio Ambiente, R$ 390 milhões; Pesca e Aquicultura, R$ 310 milhões; Desenvolvimento Social e Combate à Fome, R$ 23 milhões. No MDA o governo fez um corte de R$ 929 milhões, que representa 28,4% do total.
No âmbito dos projetos nocivos aos trabalhadores do Estado o asceno é preocupante.
  • o PLP549/09 (º 101/2000), e estabelece que, nos próximos dez anos, o aumento anual da folha de pagamento dos servidores públicos não poderá ultrapassar a correçãodo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) acrescida de 2,5% ou da taxa de crescimento do PIB, o que for menor.
  • PLP 248/98, regulamenta a demissão do servidor público estável sob o falso pretexto de “avaliar o desempenho”.
  • PLP 92/07, que cria as fundações estatais privadas, porta para terceirização da maior parte do serviço público
  • MP520/09 que permite a privatização dos hospitais públicos federais.
Esses ataques estão mais uma vez na pauta de “nosso governo em disputa”, além da micro-reajuste no salário mínimo, a contra-reforma-agrária (agora com intensificação da precarização do INCRA), o extermínio da FUNASA, o REUNI (nas Universidades Federais), o desmonte do IBAMA e da FUNAI.
Ver neste governo, e no passado, um combate a pobreza é simplesmente maquear a realidade vivida pelos trabalhadores. Algo como ter a ilusão que comprar uma televisão é qualidade de vida.
Abaixo reproduzimos matéria sobre os cortes enviada pelo companheiro Candido, do blog Língua ferina.
Mas… vamos caminhar…
caminhar e cantar,
caminhar e lutar,
até que um dia o impossivel virará realidade…

AJ

Com informações do Blog Língua Ferina e do Inesc

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Reforma Agrária é atingida pelo corte orçamentário

Por Editor em 14/03/2011

A Presidente Dilma encaminhou ao Congresso Nacional uma “Nota  Redução de Despesas”, na qual faz análise da realização e projeção das receitas e despesas até o final do ano, informando a decisão de reduzir as despesas primárias do Governo em R$ 50,1 bilhões.É sintomático que no dia seguinte do anuncio do corte orçamentário oComitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, decidiu elevar, pela segunda vez, a taxa básica de juros para 11,75% ao ano. Dessa forma, a mídia dividirá suas manchetes entre os dois fatos e fragmentará o alvo das críticas. Esta estratégia deu certo, pois as chamadas dos telenoticiários ou da mídia impressa estes dois anúncios dividem espaço. 

Sobre estes cortes há um debate no Congresso Nacional entre os partidos de oposição e de situação, onde os primeiros culpam os gastos com a campanha presidencial e entendem que grande parte dos R$ 50 bilhões faz parte da fatura. A situação, base parlamentar do governo, justifica que o corte é necessário para manter a economia equilibrada, por meio do controle da inflação, da dificuldade da ampliação do crédito e da possibilidade de um crescimento sustentado do PIB (Produto Interno Bruto). Outra linha de interpretação relaciona o corte à necessidade de o governo garantir os recursos necessários para saldar os juros e os serviços da dívida pública. Nesta direção se observa que a previsão da taxa de superávit primário deverá permanecer em 3,1% do PIB em 2011. Entre estas diversas interpretações, os programas efetivadores de políticas públicas sociais, que garantem direitos, vão sofrer um rebaixamento em suas eficiências.

De acordo com a Nota, a decisão de reduzir as despesas foi realizada e orientada para a preservação dos investimentos prioritários. O documento informa, também, que os recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e dos principais programas sociais foram integralmente preservados. Há nesta afirmação uma contradição, pois muitos ministérios que administram programas sociais foram atingidos. A Educação perdeu R$ 3 bilhões; Esporte, R$ 1,5 bilhão; Saúde, R$ 570 milhões; Meio Ambiente, R$ 390 milhões; Pesca e Aquicultura, R$ 310 milhões; Desenvolvimento Social e Combate à Fome, R$ 23 milhões, entre outros.

Em relação ao corte de R$ 50,1 bilhões, R$ 15,8 bilhões serão retirados das despesas com Pessoal e Encargos Sociais, Abono Salarial, Seguro-desemprego, Previdência Social e Subsídios. Os outros R$ 36,2 bilhões serão reduzidos das despesas discricionárias (despesa discricionária é tudo que sobra excluída as transferências, as despesas com pessoal e Previdência) por órgãos e unidades orçamentárias.

CORTE NA REFORMA AGRÁRIA

De acordo com a Nota do Governo, o Congresso Nacional aprovou R$ 3,3 bilhões para o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e o governo fez um corte de R$ 929 milhões, que representa 28,4% do total. Sendo assim, o MDA ficou com uma previsão orçamentária de R$ 2,3 bilhões. Estes valores se referem apenas as despesas discricionárias, sendo assim neste cálculo não entram as despesas com transferências, às despesas com pessoal e Previdência.

O orçamento do MDA para 2011, considerando todas as modalidades de despesas, sofreu algumas alterações durante o processo legislativo. O projeto do governo para o MDA era de R$ 4,3 bilhões e foram sancionados R$ 4,4 bilhões, havendo um aumento de R$ 147,7 milhões em relação ao projeto proposta para 2011. Considerando que a execução orçamentária é um processo contínuo, apesar do principio da na anualidade, o Ministério inscreveu um montante de recursos de restos a pagar da ordem de R$ 1.079 bilhão, mas não os processou jogando sua execução para 2011. Considerando o corte de R$ 929 milhões e o resto a pagar, ainda há um crédito de R$ 149,9 milhões.

Mesmo assim, não se pode avaliar que o MDA tem um orçamento suficiente para atender a demanda que lhe é constitucionalmente imposta. Primeiro porque o orçamento do MDA sofreu uma queda de recursos da ordem de R$ 655,2 milhões em relação ao orçamento de 2010. Os recursos autorizados pelo Congresso Nacional em 2010 foram de R$ 5,1 bilhões e para 2011, R$ 4,5 bilhões.

Como corte é transversal a todos os ministério é a equipe ministerial que vai determinar em que programas se darão os cortes e em que proporção. Assim, não se pode determinar que ações específicas vão sofrer diminuição de recursos. Sabe-se que se o governo, de fato, priorizasse a reforma agrária e a agricultura familiar/camponesa como base para um desenvolvimento sustentável teria que dobrar os investimentos nas políticas de democratização da terra para que esta se tornasse produtora de alimentos, gerasse produtos e bens ambientais.

O corte de recursos para a reforma agrária pode sinalizar aos ruralistas e grileiros de terras que o governo está rifando a questão agrária como seu objeto de preocupação e dá sinais de que desconhece o potencial das políticas publicas de acesso a terra. Neste sentido, há uma incongruência entre a disposição do governo em erradicar a pobreza e não garantir a segurança alimentar do país. Para que isso ocorra o governo tem que aumentar os recursos e a infraestrutura que sirva à agricultura familiar e aos assentamentos de reforma agrária.

Há uma demanda reprimida de 250 mil famílias acampadas esperando serem assentadas. De acordo com os cálculos (desapropriação, créditos iniciais, entre outros procedimentos) para assentar uma família custa cerca de R$ 30 mil. Dessa forma, o Estado teria que disponibilizar um montante de recursos de R$ 7,5 bilhões para resolver essa demanda imediata. Este montante representa apenas 6,4% dos recursos disponibilizados para pagamento dos juros e serviços da divida pública (R$ 117,9 bilhões). Com esta atitude o governo demonstraria sua força para resolver a questão da concentração fundiária sob o principio do direito de acesso a terra e da justiça social.

A reforma agrária não é considerada uma política central no atual modelo de desenvolvimento. Os setores conservadores, dentro e fora do governo, alimentando-se desta avaliação equivocada propagam que a questão fundiária é anacrônica e os recursos a serem investidos são muito altos em relação aos benefícios. Porém, não se escandalizam quando o governo corta recursos das políticas sociais para garantir R$ 117,9 bilhões para pagar os juros e serviços da dívida pública em 2011.

Como disse o geógrafo Ariovaldo Umbelino de Oliveira, pesquisador e professor de pós-graduação da USP, o que se faz “é colonização e não reforma agrária, uma vez que não altera a estrutura fundiária”. O professor Bernardo Mançano, da Unesp, avalia que o governo Lula “transferiu para o futuro o problema da concentração da propriedade rural”. Pelo que estamos vendo o governo da presidente Dilma segue o mesmo caminho.

AUTORIA

Edélcio Vigna e Lucídio Bicalho
Assessores políticos
Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc

 
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Publicado por em 14/03/2011 em Uncategorized

 

Intersindical e Bancárias em defesa da vida, contra os agrotóxicos

Boletim Eletrônico da Intersindical – N° 11 – 03 de março de 2011
Na manhã desta quinta-feira, 03/03/2011, bancárias organizadas pelo Sindicato dos Bancários de Santos e Região participaram, junto com os movimentos sociais e outros sindicatos de manifestação contra os agrotóxicos em Cubatão.
A humanidade tem cerca de 8 mil anos de história na agricultura, e nós vivemos e nos alimentamos por todo esse tempo sem os agrotóxicos e transgênicos.

Nós mulheres, trabalhadoras e lutadoras, acreditamos que um outro mundo é possível, e por isso fazemos o enfrentamento aos graves problemas causados pelo atual modelo de produção. Participamos da Campanha Nacional contra os Agrotóxicos e pela Vida porque acreditamos na produção sem o uso de venenos que causam mal aos seres humanos e à natureza.

A luta contra as empresas de agroquímicos do agronegócio deve ser uma luta de toda a população brasileira, em defesa de outro modelo de agricultura, com base na soberania alimentar e na produção agroecológica.

Salário mínimo, lucro máximo
Fórum em defesa da Educação Pública
 
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Publicado por em 13/03/2011 em Uncategorized

 

“Prezados companheiros…

Entendendo que o momento que vivemos é semelhante,  publico novamente esta carta de meu amigo.

Que me entendam. Arnaldo José (Ex-presidente ASSINCRA/MG)

 

“Prezados companheiros

 

A ASSINCRA/MG encontra-se numa luta incessante para agregar os associados e simpatizantes em torno do crescimento e do fortalecimento do sentimento de associação junto aos servidores do INCRA/MG. Essa luta, visa também possibilitar que a Associação possa efetivamente, continuar representando seus associados, em instâncias onde somente órgãos de classe e representações de categorias de trabalhadores se fazem ouvir mostrando a sua importância como entidade civil.

Neste momento de fragilização dos principais órgão públicos (divisão do IBAMA, do INCRA e da FUNASA, sucatização da CODEVASF, etc), que tem como missão políticas sociais, necessitamos ainda mais de uma entidade classista que nos represente e que faça ecoar nossa voz dentro da Superintendência e principalmente por todo país. Por isso que temos nos colocados combativamente em todas as instâncias que podemos, ASSINCRA/MG, SINDSEP/MG, CONDSEF, COMANDO DE GREVE INCRA 2007, dentre outros. Porém vemos a necessidade de ampliar nossa voz e de suportar nossas ações.

Outras ações que estamos tentando colocar em prática também são o foco principal de nossa administração, estas são: happy hours, almoços, café do povo, festa do servidor público, sala de convivência, convênios com entidades prestadoras de serviço, etc.

Para dar suporte as nossas ações estamos fazendo uma campanha para que os nossos associados voltem a contribuir mensalmente. No mês de setembro/08 26 (vinte e seis) companheiros voltaram a contribuir. Essa contribuição é também uma das formas do associado demonstrar que existe confiança na sua associação e que ela é capaz de representa-lo de forma adequada.

Vamos transformar a ASSINCRA novamente numa Entidade forte e coesa como já foi em outros momentos.”

Grato a todos.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Celso Lúcio Moreira da Silva

Presidente ASSINCRA/MG

 
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Publicado por em 28/02/2011 em Uncategorized

 

Justiça cassa licença parcial de Belo Monte

25/02/2011 – 18h36
fonte: folha online

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AGNALDO BRITO
DE SÃO PAULO

Atualizado às 19h06.

A Justiça Federal do Pará cassou nesta sexta-feira a licença de instalação parcial concedida pelo Ibama a Norte Energia S.A., empresa responsável pelo início das obras da usina de Belo Monte, no rio Xingu (PA).

A licença autorizava os empreendedores a iniciar o desmatamento na região para a montagem dos canteiros e dos acampamentos dos sítios Belo Monte e Pimental, onde serão erguidas as duas barragens.

A liminar suspendendo os efeitos da licença foi pedida pelo Ministério Público Federal do Pará. O órgão questionou a concessão de uma licença parcial, o que não existe no sistema legal de licenciamento.

A Justiça Federal do Pará entendeu que o licença é ilegal por não ter cumprido pré-condições estabelecidas pelo próprio Ibama. A agência ambiental federal havia imposto o cumprimento de 40 condicionantes para emitir a licença de instalação.

Como o empreendedor não cumpriu, o Ibama classificou a licença de parcial.

A medida não muda a atual situação. A Norte Energia ainda não havia iniciado o desmatamento das áreas para a construção da infraestrutura de apoio. Isso deve começar apenas em março, depois que o consórcio construtor aprovar no Ibama o plano de manejo florestal.

No despacho, o juiz federal Ronaldo Desterro, da 9º Vara, também proíbe o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) de repassar recursos à Norte Energia.

A direção do BNDES havia aprovado um alinha de R$ 1 bilhão a Nesa, que desistiu do recurso após tomar conhecimento das cláusulas do empréstimo-ponte.

O banco havia vetado o uso do recursos para qualquer tipo de obra na área, antes da obtenção da licença de instalação definitiva. Era exatamente esse o objetivo da empresa.

A Norte Energia e o BNDES podem recorrer.

À Folha, recentemente, o procurador da República, Ubiratan Cazetta, disse que confiava na cassação da licença na discussão na primeira instância, mas reconhecia a dificuldade de convencer o Tribunal Reginal Federal da 1ª Região, em Brasília, da manutenção da decisão.

O TRF-1 tem derrubado as liminares que impedem o avanço do projeto da Usina Belo Monte. Hoje, há dez ações judiciais contra o empreendimento tramitando na justiça brasileira.

 
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Publicado por em 25/02/2011 em Uncategorized

 

DILMA e o azeite no INCRA

“Dilma tem outro estilo, mas a mesma linha”
Autor(es): Cristiano Romero e Paulo de Tarso Lyra | De Brasília
Valor Econômico – 22/02/2011
O governo vai adotar uma política de valorização dos aposentados, com corte nos preços de remédios, disse o secretário-geral da Presidência,
ministro Gilberto Carvalho. Ele reconheceu que o governo teve de conter o salário mínimo porque gastou demais nos últimos dois anos.
Integrante do núcleo decisório do novo governo, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, informou que, depois de segurar a correção do salário mínimo, limitando-a à inflação do ano passado, o governo vai adotar uma política de valorização dos aposentados. A ideia é reduzir os custos de medicamentos para essa parcela da população, a exemplo do que já é feito nos remédios usados para doenças como hipertensão e diabetes. O governo pode, também, rever os valores das aposentadorias.
Carvalho reconheceu, nesta entrevista ao Valor, que o governo teve que conter a evolução do salário mínimo neste momento porque gastou muito nos últimos dois anos do governo Luiz Inácio Lula da Silva. “Todo mundo sabe que em 2009 e 2010 nós enfiamos o pé no acelerador para sair da crise. Desoneramos, estimulamos, fizemos concessões de toda sorte. 2011 se afigura como um ano em que você precisa controlar. A inflação está batendo na porta”, disse.
Responsável pela interlocução com os movimentos sociais, Carvalho disse que a ordem da presidente Dilma Rousseff é aprofundar o diálogo com as entidades que os representam, mas deixou claro que isso não ocorrerá se o MST invadir terras e prédios públicos. “Não vamos nunca ceder desse ponto de vista. As ações vão ocorrer, podem ocorrer, mas depois vai ter que ter recuo. Não somos aqui militantes. Isso aqui não é um partido, é um governo”, avisou. “A Dilma tem outro estilo, mas não tem outra linha. Vai ser diferente do Lula por causa disso: não vai ficar colocando chapeuzinho [das centrais ou do MST].”
Instalado no 4º andar do Palácio do Planalto, Carvalho confessa que sente falta do 3º andar, onde fica o gabinete da presidente e onde ele trabalhou, numa sala contígua à do presidente Lula, durante oito anos. “Eu estava acostumado a trabalhar mais na retaguarda, trabalhando muito, embora mais protegido e menos exposto”, compara.
Em sua espaçosa sala, avista a Praça dos Poderes. Numa mesa de canto, expõe o porta-retrato de padre Alfredinho, suíço que morou numa favela em Crateús (CE) e exerceu grande influência sobre ele. “Na minha juventude, estava num seminário e li um livro dele que contava essa história e mudou minha cabeça. Depois, fui também morar numa favela.”
Valor: Qual foi o papel que a presidente Dilma designou ao senhor?
Gilberto Carvalho: Ela teve uma conversa muito simples comigo. Disse: “Gilbertinho, preciso de você porque eu quero que alguém me traga a realidade dos movimentos sociais, as demandas, as carências, as crises, alguém que me sensibilize para esse sofrimento do povo, alguém que diga a verdade. Não quero ser enganada nunca”.
Valor: Na prática, o que significa isso?
Carvalho: Significa que cabe a mim fazer a ponte. Todo ministério tem diálogo com os movimentos sociais. Minha área não tem o monopólio desses contatos, mas é o lugar, digamos, onde se organiza esse diálogo. Começou com o salário mínimo, em que fiz reuniões com as centrais sindicais.
Valor: Central sindical se enquadra no conceito de movimento social?
Carvalho: Sim, as centrais são a ponta de lança, até pela nossa tradição de relação. Estão incluídos também os chamados movimentos populares, como o MST, os movimentos indígena, dos negros, de gays e lésbicas, enfim, todas as formas de organização da sociedade, além das ONGs e das igrejas.
Valor: Como vai se estabelecer essa ponte?
Carvalho: Vamos acompanhar todas as conferências. Ao longo de oito anos, o governo Lula fez 73 conferências temáticas. Queremos democratizar ainda mais essas conferências. O governo tem se apropriado bem das propostas. Algumas, como aquela dos direitos humanos, são polêmicas. O Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH), por exemplo, foi fruto de uma conferência.
Valor: Como evitar que o governo vete, no fim, um documento aprovado numa conferência, como ocorreu no caso da criação da Comissão da Verdade?
Carvalho: O problema do PNDH é que a conclusão da conferência foi transformada em decreto do presidente Lula. O governo absorveu na totalidade as propostas. Você não tem condição de colocar [no início da discussão] um filtro e dizer “olha, isso aqui não pode ser discutido”. A sociedade discute tudo e depois o governo é que vai dizer o que vai cumprir ou não.
Valor: Quais serão os canais de diálogo, além das conferências?
Carvalho: As mesas de negociação. Agora em março, por exemplo, vamos receber a pauta da Contag (Confederação dos Trabalhadores na Agricultura) por causa do “Grito da Terra”. Daqui a pouco, chega o MST com o “Abril Vermelho”. Depois, tem a “Marcha das Margaridas”, movimento das mulheres agricultoras. Há a questão dos servidores públicos, cujo debate é no Ministério do Planejamento, mas aqui eles têm uma interlocução. Além disso, estamos buscando não ficar apenas na espera.
Valor: De que forma?
Carvalho: A ideia é estabelecer mesas permanentes de conversas.
Valor: Por exemplo?
Carvalho: O Guido [Mantega, ministro da Fazenda] conversa todo mês com os empresários. Por que ele não pode conversar com o movimento sindical? Vou tentar construir essa ponte. Vou chamar também os movimentos para discutir políticas nossas. Por exemplo: vamos fazer a desoneração da folha de pessoal. É importante chamar as centrais para conversar. Portanto, o plano é deixar o governo mais permeável a essa participação, a sugestões. É claro que, como ficou demonstrado agora na questão do salário mínimo, não tem conversa desse tipo sem tensão.
Valor: Durante a votação do salário mínimo no Congresso as centrais se juntaram à oposição para tentar derrotar o governo. Como o senhor explica esse fato?
Carvalho: É muito natural a tensão e a disputa entre governo e movimentos sociais. Não cabe aos movimentos serem cooptados por nós. Cabe a eles lutar, combater, porque eles trazem bandeiras que são históricas. Cabe ao governo receber essas demandas e tentar atendê-las no limite máximo, naquilo que julgamos prudente, responsável, ampliando os direitos sociais.
Valor: Por que não houve negociação no caso do salário mínimo?
Carvalho: Aí foi diferente. Não estávamos iniciando uma discussão. Tínhamos uma discussão já realizada. Então, para nós este ano não haveria discussão. Porque era um acordo [firmado em 2007] que julgamos como uma enorme vitória. Como houve essa circunstância em que o PIB de 2009 foi negativo e, na campanha eleitoral, o [José] Serra trouxe o debate dos R$ 600, isso provocou a retomada de um debate que já havia sido feito. Mas nós nos apressamos em dizer, desde a primeira conversa aqui, com o Nelson Barbosa [secretário-executivo do Ministério da Fazenda] e o Carlos Lupi [ministro do Trabalho], que o governo [sempre] negocia, mas que nesse caso não haveria negociação. “Querem discutir a correção do IR? Vamos discutir, mas o salário mínimo não está em discussão”.
Valor: O governo trocou uma coisa pela outra?
Carvalho: De forma alguma. O IR é outra frente de negociação. Dissemos às centrais que não havia razão para mudar a regra do mínimo. Por duas razões. Primeiro, eu disse a eles, “porque é uma conquista de vocês. Se a gente mudar agora, vocês estão nos autorizando no ano que vem, quando o aumento for de 12%, 13%, a rediscutir”. Este é o risco, inclusive desse questionamento que está se fazendo agora do decreto [que permite ao governo fixar anualmente o valor do mínimo sem passar novamente pelo Congresso].
Valor: Por que conter a evolução do mínimo?
Carvalho: Porque este é um ano muito especial. Todo mundo sabe que em 2009 e 2010 nós enfiamos o pé no acelerador para sair da crise. Desoneramos, estimulamos, fizemos concessões de toda sorte. 2011 se afigura como um ano em que você precisa controlar. A inflação está batendo na porta, tivemos que fazer um corte no orçamento que não é catastrófico, é um corte sobretudo de planos, projetos, mas é um corte importante. Temos que mandar um sinal claro para a sociedade de que o governo não vai brincar com a economia, não vai aceitar a indexação, porque, no fundo, se tem um prejuízo grande para o trabalhador é a inflação.
Valor: Por que as centrais sindicais, na sua avaliação, não aceitam essa tese?
Carvalho: Tem uma cultura nossa, que é a cultura sindicalista. Nunca esqueço de uma greve nossa, de 1979, em Curitiba, em que conseguimos 70% de aumento e, mesmo assim, não conseguimos repor a inflação naquele ano. Temos uma cultura de reivindicação que prioriza mais o índice do que propriamente a perda inflacionária. Depois, tem um problema: existem seis centrais sindicais e há uma disputa enorme entre elas para ver quem é mais combativa e quem não trai a sua base. A Força Sindical está dizendo agora que a CUT não foi combativa na questão do salário mínimo. É uma cultura que eu acho ruim, que deixa de cumprir um papel mais amplo, mais responsável. Não quero dizer que elas são irresponsáveis e admito que não podemos esperar das centrais uma conduta que não seja a de lutar pelos direitos dos trabalhadores porque, seja como for, é verdade também que o mínimo, criado pela Constituição de 1946, segundo o Dieese, deveria ser hoje de mais de R$ 2,3 mil. Há uma defasagem histórica. O problema é que você não vai repor isso da noite para o dia. Vamos fazendo uma política de valorização que corrige distorções, mas o país não aguentaria estabelecer um mínimo de R$ 2 mil. Seria uma completa loucura.
Valor: O presidente Lula unificou o movimento sindical em torno dele. O Ministério do Trabalho é comandado pelo PDT e pela Força Sindical, adversária histórica da CUT. O senhor teme dificuldades nessa relação nos próximos anos?
Carvalho: A unificação em torno do governo se fez no final do governo. Em 2006, o Paulinho [Paulo Pereira da Silva, deputado e presidente da Força] não fez campanha para o Lula. O apoio se deu depois de muita construção, muito convencimento, de uma política evidentemente muito favorável aos trabalhadores. Foi quase uma rendição. Eles não podiam ficar contra a base. Não vai ser diferente em relação à Dilma. O Lula epidermicamente tinha uma linguagem que ajudava muito, uma sedução. A Dilma tem outro estilo, mas não tem outra linha. A ordem no governo é para que haja diálogo. Vai ser diferente do Lula por causa disso: ela não vai ficar colocando chapeuzinho.
Não somos militantes; Dilma vai ser diferente do Lula porque não vai por chapeuzinho [das centrais ou do MST]
Valor: O senhor não teme um rompimento com a Força Sindical, por exemplo?
Carvalho: Conversei nesta mesa com o Paulinho no dia da votação do mínimo: “Quero combinar uma coisa com vocês: não vamos queimar pontes.” O governo não tem prazer em vencer um aliado, que são as forças sindicais. É uma disputa que estamos achando correta dentro da nossa responsabilidade. Muitos temas ainda vão se colocar. Vencido o mínimo, vamos discutir o IR, depois outras questões, como os aposentados e a desoneração da folha. Não acho provável que haja uma ruptura, a menos que haja uma enorme crise e, se as bases estiverem descontentes com o governo, pode ocorrer. Mas ninguém ali queima nota de R$ 100. Se as bases acharem que o governo está certo, o dirigente sindical não vai fazer uma aventura de romper porque tem um monte de eleição sindical este ano.
Valor: No caso dos aposentados, o que vai ser discutido?
Carvalho: Uma política geral de valorização dos aposentados.
Valor: De que forma?
Carvalho: Vamos pensar a questão da Saúde. Uma das coisas que pesam no bolso dos aposentados é o preço dos medicamentos. Já temos uma linha de medicamentos para hipertensão e diabetes. Vamos avaliar para outras doenças.
Valor: Pode ter algo em relação ao valor do benefício?
Carvalho: Pode vir a ter, não vou dizer que não.
Valor: O ex-presidente Lula chamou as centrais de “oportunistas”, criticando-as por causa da posição delas em relação ao salário mínimo. Ele fez isso a pedido da presidente Dilma?
Carvalho: Não. Eu é que manifestei a ele, lá em Dacar, umas preocupações que a gente estava tendo.
Valor: Em relação a quê?
Carvalho: Eu disse a ele: “Estão tentando abrir uma cunha entre você e a Dilma, dizendo que no seu tempo tinha tudo e que com a Dilma não vai ter nada. E na imprensa já se tenta colocar que a Dilma é séria, responsável, e você era gastador”.
Valor: Como ele reagiu?
Carvalho: Ele respondeu: “Você tem toda a razão. Na primeira oportunidade eu vou dar uma dura porque esses caras [os sindicalistas] estão querendo jogar fora um acordo que eu fiz com eles. Não admito uma coisa dessas, foi difícil, nós costuramos, não estou entendendo”. Foi uma avaliação dele. E logo depois de conversa, ele deu aquela declaração.
Valor: Em quanto o governo admite corrigir a tabela do IR?
Carvalho: Já asseguramos 4,5%, que é o centro da meta de inflação. Votado o salário mínimo no Senado, vamos dar uma olhada no orçamento para ver se é possível ir além. É pouco provável. Se for 4,5%, eu não vou chamar as centrais para conversar à toa.
Valor: O senhor não teme que as regras de correção do salário mínimo e da tabela do IR dificultem o controle da inflação no Brasil, à medida que reintroduzem mecanismos de indexação da economia?
Carvalho: É evidente que tem que tomar cuidado. Nossa resistência no IR de ir além dos 4,5% é por isso. Se dermos 5%, 5,5%, estaremos projetando inflação superior à que estamos perseguindo. Mas sabemos que o salário mínimo tem uma prevalência da questão social. As centrais argumentam com razão que o sujeito, quando recebe um aumento salarial, vai para uma faixa superior e o Leão come quase tudo que ele ganhou. [A correção da tabela] é mais uma questão de justiça. E a gente aposta que a economia continuará crescendo 4,5%, 5%, então, a arrecadação de impostos não vai ser prejudicada. Agora, estamos muito de olho na coisa da inflação. Vamos ter uma política muito severa para impedir a volta da inflação.
Valor: A presidente deixou claro, durante a campanha, que o MST é um movimento aliado, mas que ela não permitirá ilegalidades, como invasões de prédios públicos nem fazendas produtivas. O que muda na relação com o MST?
Carvalho: Nada. O Lula tinha aquela bonomia toda, mas ele nunca aliviou. Vocês não imaginam quantas vezes o MST esteve aqui, invadindo prédios públicos e pedindo audiência com o presidente, e ele dizia: “Não, eu só converso depois que eles saírem”. Não vou enganar vocês dizendo que vamos passar quatro anos sem que o MST ocupe terras, isso é uma bobagem. Eles têm autonomia. Vamos tentar azeitar ao máximo o Incra, que tem uma estrutura muito difícil, enferrujada, muito desgastada. Vamos fazer um acordo para estimular muito a qualificação dos assentamentos, como as cooperativas. Agora, você tem um passivo de gente debaixo de lona.
Valor: O governo tem ideia de quantos estão nessa situação?
Carvalho: É difícil saber, mas esse número diminuiu muito a partir do emprego quase pleno que temos na economia no momento. Houve um tempo em que uma das grandes fontes do MST era o pessoal da periferia das grandes cidades, o que também trouxe muitos problemas para eles porque eram pessoas que iam para o campo sem ter vocação rural. Eles sabem. Não temos dúvida de que há ainda um passivo a ser coberto, de gente que precisa de terra, então, não é que não vai ter mais reforma agrária. Vai continuar tendo, mas vamos trabalhar fortemente na qualificação do assentamento porque a pior coisa que pode acontecer com o MST é um assentamento que vire uma favela rural.
Valor: Mas como o governo vai lidar com as invasões?
Carvalho: O que você não pode nunca imaginar é que vá haver criminalização do movimento neste governo. Não tem margem nenhuma para isso. Vamos tentar persuadir os companheiros de que é muito importante o diálogo. E, para dialogar com o governo, não podemos dialogar nos acumpliciando com a ilegalidade. Não vamos nunca ceder desse ponto de vista. As ações vão ocorrer, podem ocorrer, mas depois vai ter que ter recuo. Não somos aqui militantes, isso aqui não é um partido, isso aqui é um governo. Nem sempre você pode fazer o que gostaria. Tem que agir dentro dos parâmetros. A fala da presidente vai nessa linha.
 
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Publicado por em 22/02/2011 em Uncategorized

 

REALTO 2

Só para lembrar o que aconteceu com a FUNAI: o Decreto de reestruturação foi publicado no dia 30/12/2009, salvo engano…na surdina. E surpreendentemente, na região de Altamira/PA, onde o governo sabia/sabe que se articulava/articula um movimento contra Belo Monte, a FUNAI lá foi “reestruturada”…mas há quem ache que foi só coincidência…nada mais…

Ou seja…com isso quero dizer que muito provavelmente a proposta para o INCRA/esfacelamento da Reforma Agrária já está pronta…faltam apenas os ajustes finais…nós só conheceremos pelo DOU se continuarmos no esquema de achar que videoconferência com a diretoria do INCRA é mecanismo de democratização das discussões e de acesso a alguma “informação privilegiada”.

O Kiel e o Guedes e Guedes encampam a proposta…o Rolf só não encampou a mesma proposta (como fez na época da MP da Regularização/Terra Legal) porque provavelmente já avisaram pra ele que ele já cumpriu o papel de ajudar a enterrar um projeto de reforma agrária historicamente defendido…agora serão novos os nomes cotados para a 2ª parte da tarefa…senão ele é quem estaria hoje no lugar do Kiel…ou melhor…não estaria…pois não possui a mesma habilidade…

Em resumo…as divergências entre estas figuras (Rolf, Guedes e Guedes, Kiel, Florence e quem mais vocês desejem acrescentar à lista) está em quem vai “morder” o DAS 6 (que o governo já anunciou que vai aumentar), abocanhar o orçamento e colaborar para consolidar a fragilização política da organização dos movimentos sociais (principalmente o MST) para a perpetuação do projeto de poder institucional.

Não há diferenção de projetos no âmbito da Diretoria do INCRA…A diferença é que cada um quer se mostrar mais apto e mais competente a desenvolver uma agenda em conjunto com o outro setor que dá sustentação ao governo…o agronegócio…

A proposta de um “novo” INCRA para mim e para muitos outros colegas deve necessariamente passar pela centralidade da reforma agrária não só como combate a pobreza – que ninguém é contra, faça-me o favor!!!! – como, principalmente, como instrumento de democratização de acesso à terra e combate ao latifundio – que, suspreendentemente parece que algumas figurinhas esqueceram que é forma primordial de combate a pobreza e desigualdade no campo.

Portanto, a referida proposta não vai nascer desse núcleo de poder corroído, corrompido e permeado pelas disputinhas de cargos…

Ela nascerá da mobilização social…e sinceramente…essa mobilização não se fará em gabinetes. As reuniões são importantes para colhermos informações…APENAS…

Temos duas opções: assistir passivos acreditando que tudo é só boato ou intervir no processo juntamente com os movimentos que ainda defendem a reforma agrária enquanto desconcentração da propriedade da terra…

Em suma: a tarefa não é facíl, não deve ser feita sem as autocríticas e críticas necessárias e é urgente…

 
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Publicado por em 22/02/2011 em Uncategorized

 

Indefinição?! Ou o apoio ao chofer do ônibus descontrolado..

COntinua a novela do apoio ao presidente que diz que não manda.

Permanece a indefinição quanto ao destino do INCRA
Conforme previsto, a CNASI, um grupo de servidores do INCRA e lideranças dos movimentos sociais (Contag, Fetraf, Via Campesina, MAST) reuniram-se com a presidência do Instituto na manhã dessa sexta-feira, 18. O dado novo, que é alarmante para os servidores, é que o ainda presidente, Rolf, confirmou a tendência de reestruturação do INCRA, uma vez que na tarde de ontem, 17, estevera em audiência com o novo Ministro do MDA.
Mas a grande pergunta, ?como ficará o INCRA nessa nova reestruturação??, permanece sem resposta. Nem o próprio presidente teve condições de esclarecer de forma definitiva. O que se sabe é foi encaminhada uma proposta por iniciativa da direção do INCRA ao MDA na tentativa de incluir o órgão dentro da prioridade do novo governo Dilma no contexto do Plano Nacional de Erradicação da Pobreza Extrema. No entanto, as informações de bastidores é que o documento, feito sem diálogo com os servidores e os movimentos sociais, foi piorado por iniciativa de técnicos ligados ao próprio MDA. Nesse novo cenário, caberia ao INCRA apenas as ações de regularização fundiária.
Nesse momento, o que cabe aos defensores da Reforma Agrária, e nesse barco estão os movimentos socias, as entidades representativas dos servidores, e os próprios servidores, é articular um plano de ações de afirmação e fortalecimento do INCRA como indutor da Reforma Agrária. Urge repensarmos e elaborarmos propostas que verdadeiramente coloquem o órgão como protagonista do desenvolvimento do homem do campo.
Neste sentido, os movimentos sociais se manifestaram como aliados da CNASI na formulação urgentíssima de ações e reflexões que revertam a tendência que se avizinha. Podemos não saber o que queremos, mas sabemos o que não queremos. Falar em erradicar a miséria extinguindo o INCRA e virando as costas para as ações da reforma agrária é uma falácia inconteste e um crime contra a sociedade brasileira.
O atual desenho do INCRA, bem como suas ações, claramente não tem sido suficiente para atender todas as demandas da clientela da reforma agrária. Mas isto é um reflexo da insuficiência da sua estrutura para a execução de suas ações. A título de exemplo, temos hoje pouco mais de 5 mil servidores para mais de 8,7 mil Projetos de Assentamentos. Numa matemática básica, daria quase dois PAs para cada servidor.
Mas sem querer antecipar qualquer reflexão ou arrazoamentos para justificar nossas debilidades, o que precisamos é agir o quanto antes. Como o que há são apenas conjecturas, estamos articulando uma audiência com o Ministro do MDA. E além disso, definindo um dia de paralização em defesa do INCRA e da reforma agrária, em todas as SR?s. Algumas outras medidas estão sendo tomadas pela CNASI a fim de reverter o quadro desfavorável para o INCRA, para os servidores da casa e para os assentados e beneficiários da reforma agrária.
A metáfora que me vem a mente é a de um ônibus a caminho de um precipício, dirigido por um motorista incauto. E nossa única alternativa é montarmos uma barricada para evitar o acidente. A próxima medida seria tentar assumir o controle do veículo.
A CNASI, através do seu site, fornecerá informações mais detalhadas sobre e da agenda de ações a serem tomadas e as novidades que constantemente estão surgindo.

 
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Publicado por em 18/02/2011 em Uncategorized

 

RELATO !

No decorrer do período de mobilização da Condsef, marcado inicialmente por um ato público com uma passeata dos servidores públicos federais de vários estados pela esplanada dos ministérios, em Brasília, os servidores do INCRA reuniram-se nas tardes de ontem, dia 16, e de hoje, 17. Aproveitando a presença desses servidores de diferentes regiões, o objetivo era socializar as preocupações que rodam sobre o futuro do INCRA.
Já era sabido que não só está indefinida a futura presidência da autarquia, com a “dança das cadeiras” (e por conseguinte, as superintendências regionais), mas também a nova configuração do próprio Instituto. Refletindo sobre estas questões, os servidores presentes, sob o comando da CNASI, em reunião colegiada, decidiu imediatamente reunir com a ainda atual presidência do INCRA.
Ato contínuo, todos subimos ao gabinete e fomos recebidos pelo presidente. As notícias não só são pouco animadores como são desesperadoras, o que nos leva a resumir, em poucas palavras, que a cova do INCRA está pronta, faltando apenas o ato fúnebre. O pior é que não vão esperá-lo morrer: o enterrarão vivo!!!
Apurou-se que o INCRA não está inserido dentro do novo pacote de ações do governo para a execução do Programa Nacional de Combate a Pobreza Extrema (ou PAC 3). A idéia é reduzir o tamanho do órgão e deixar sob sua competência apenas a regularização fundiária (leia-se, Terra Legal). Todas as outras ações seriam fragmentadas sob o guarda-chuva do Ministério do Desenvolvimento Social – MDS, exceto a Reforma Agrária, que seria simplesmente retirada das ações do governo.
Seguindo o raciocínio, os servidores da casa, juntamente com suas atribuições, seriam realocados (ou redistribuídos) para atender esse novo panorama institucional. A hipótese mais provável dos “desterrados” seria a CONAB. Esta sim seria turbinada com novas atribuições e servidores oriundos do INCRA. A previsão do governo é que tudo isso se concretize até o Carnaval, ou seja, no começo do próximo mês.
Tão incerto quanto essas previsões é a carreira dos servidores. Mas o que há de concreto é que antes que quaisquer previsões sombrias se confirmem, a CNASI decidiu promover ações e debates unificados, acreditando que o fim da autarquia representaria um retrocesso não só para as pretenções dos servidores no que se refere a uma carreira sólida e digna, mas às conquistas dos assentados, dos trabalhadores rurais e da sociedade en geral.
A gravidade da questão se apresenta tão acentuada que o próprio presidente do INCRA marcou com os servidores, liderados pela CNASI, nova reunião para a manhã desta sexta-feira, 18, a fim de esclarecer com mais detalhes a situação periclitante que atinge a todos nós.
Aos servidores que acreditam na força da mobilização, dizemos que esta é nossa única saída. Mas desta vez a causa maior transcende a simples campanha salarial. Está em jogo a sobrevivência da instituição, que nos garantirá a continuação da luta por uma carreira decente.

relato de um servidor do incra

 
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Publicado por em 18/02/2011 em Uncategorized

 

Egípcios fazem “carnaval” para comemorar queda de Mubarak; ouça

 

 

Revolta Árabe Após 18 dias de intensos protestos no Cairo, capital do Egito, o ditador Hosni Mubarak deixou o poder na tarde desta sexta-feira. Marcelo Ninio, correspondente da Folha no Oriente Médio, está no Cairo e relata o clima na cidade, onde “hoje acontece o carnaval que comemora o fim da revolução, ou o começo, como alguns dizem”.

Marcelo Ninio

De acordo com Ninio, “em menos de 24 horas, a população mudou os ânimos de frustração, raiva e revolta para entusiasmo e descrença no que eles próprios fizeram”.

Nas ruas, é possível ouvir o barulho dos manifestantes que comemoram o fim do regime de 30 anos de Mubarak.

O correspondente diz ainda que muitos se perguntam o que aconteceu para Mubarak sair hoje do governo, após afirmar ontem que não renunciaria ao cargo. “A maioria encontrava uma única explicação: a insistência dos protestos acabou funcionando e derrubou o ditador depois de 30 anos no poder”, afirma.

Suhaib Salem/Reuters
Manifestantes antigoverno cantam e balançam bandeiras do Egito após renúncia do ditador Hosni Mubarak
Manifestantes antigoverno cantam e balançam bandeiras do Egito após renúncia do ditador Hosni Mubarak
 
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Publicado por em 11/02/2011 em Uncategorized

 

A farra dos salários

Governo Dilma tem razão em procurar impor limites aos aumentos do funcionalismo, mas uma lei pode não ser o melhor caminho para isso

A ideia, ora em estudo no governo Dilma Rousseff, de estabelecer uma regra para restringir os reajustes de salário do funcionalismo acerta no mérito, uma vez que é urgente impor um freio ao aumento dos gastos públicos.

Na campanha eleitoral, a candidata já acenava com uma trava na escalada dos vencimentos dos servidores. A proposta é limitar os reajustes a um teto de 2% ao ano, além da variação da inflação.
O funcionalismo esbaldou-se nos anos Lula, com aumentos generalizados. Os ganhos dos servidores federais tiveram alta média de quase 40% acima da inflação. Já Legislativo e Judiciário obtiveram ganhos reais de cerca de 20%.

O ex-presidente petista aproveitou-se do excelente momento econômico para saciar sua base de apoio, em particular os sindicatos -que ele agora acusa de “oportunismo” na discussão sobre o valor do salário mínimo.

Como percentual do PIB, os gastos com o funcionalismo mantiveram-se mais ou menos estáveis. Eram de 4,81% em 2002 e ficaram em 4,55% no ano passado. O resultado das contas do governo, em contrapartida, deteriorou-se. Em 2009 e 2010, a meta de superavit primário (a economia do setor público para pagar os juros da dívida) não foi atingida, apesar de manobras contábeis para tentar maquiar o fracasso.

Em decorrência desse quadro, um limite aos aumentos dos servidores públicos se faz mais que necessário. Nada indica, no entanto, que criar uma lei sobre o tema seja o melhor caminho para tratar da questão. Está no Congresso desde 2007 um projeto com esse fim. O limite de 1,5% proposto pela Fazenda foi elevado para 2,5% -acima, portanto, dos 2% estudados por Dilma. Depois de passar no Senado, a proposta patina na Câmara.

Além da dificuldade óbvia de unificar o Congresso em torno de bandeira pouco popular, a aprovação de uma lei sobre o tema corre o risco de ter um desdobramento nefasto. Em vez de um limite, o teto poderá ser entendido pela categoria como um piso para o reajuste -e o país não precisa de mais um pretexto para indexação.

Os funcionários do Executivo são responsáveis por 76,3% dos gastos do governo federal com o funcionalismo, somados civis (56,1%) e militares (20,2%). O restante vem de Judiciário (14,6%), Legislativo (3,7%) e algumas outras despesas. Em vez de mais uma lei, bastaria determinação política para conter os aumentos.

A presidente Dilma Rousseff sabe que, para cumprir suas promessas, terá de gastar o dinheiro onde ele é de fato necessário -no combate à pobreza e nos investimentos. E não em aumentos irresponsáveis para o funcionalismo.

 
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Publicado por em 10/02/2011 em Uncategorized

 

Oportunista?

Ex-presidente chama de “oportunistas” os que reclamam do reajuste do mínimo

Publicação: 08/02/2011 08:42 Atualização:

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que participa como convidado do 11° Fórum Social Mundial, em Dacar, Senegal, criticou as centrais sindicais que questionam o aumento do valor do salário mínimo. Lula classificou a categoria de “oportunista” e cobrou ainda que seja cumprido o acordo firmado pelo governo, que reajusta o piso a partir da soma do índice de inflação do ano anterior à variação do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos atrás — o que, este ano, elevaria o mínimo para R$ 545.

Para justificar as críticas, o ex-presidente falou da participação dos sindicatos nos debates sobre o acordo com o Ministério da Previdência, no ano passado, que resultou na fórmula atual de cálculo do mínimo. “Isso foi um acordo feito com os dirigentes sindicais. Foi combinado que o reajuste seria feito com base no PIB e na inflação até 2023 para que a gente pudesse recuperar definitivamente o salário mínimo”, disse.

Lula não comentava o assunto há mais de um mês, mas, na saída do hotel em que se encontrou com o presidente do Senegal, Abdoulaye Wade, falou com os jornalistas presentes e demonstrou sua insatisfação. “O que não pode é nossos colegas sindicalistas quererem a cada momento mudar as regras do jogo. Ou você tem uma regra, aprova na Câmara, vira lei e todo mundo fica tranquilo, ou você fica como oportunista”, reclamou. E completou: “Quando a inflação é maior, você quer antecipar, quando o PIB é menor, você quer antecipar. Se é verdade que neste ano o PIB mais a inflação ia dar zero, no outro ia dar 8%. Então tem a compensação”.

Ele ainda insistiu na participação dos grupos sindicais no acordo de reajuste do mínimo e cobrou uma mudança de postura. “Eu penso que seria prudente que os nossos companheiros sindicalistas soubessem que a proposta não é do governo. A proposta é uma combinação entre todos nós. Eu espero que eles façam acordo”, disse. Lula também rejeitou a possibilidade de atuar como mediador entre representantes do governo e sindicalistas. “Não é tarefa minha conversar. É da Dilma e do Congresso”, destacou.

Secretário de Relações Internacionais da Central Única dos Trabalhadores (CUT), João Felício, que também está em Dacar, compreende a reação dos sindicalistas. “É natural que as centrais queiram um aumento maior que a inflação. A nossa pretensão é R$ 580. Caso não consigamos convencer o governo, vamos levar essa luta para o Congresso e para a sociedade”, alertou.


 
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Publicado por em 09/02/2011 em Uncategorized

 

ÔNIBUS em Belo Horizonte? SOCUERRO ! ! ! ! !

 
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Publicado por em 09/02/2011 em Uncategorized

 

Crítica ao Memorial da CONDSEF

No início de dezembro, após o X Congresso da categoria, a CONDSEF, CUT e SRH do MPOG assinaram um memorial com histórico das negociações pendentes com o governo Lula. O texto foi entregue ao novo governo de Dilma.

Infelizmente o memorial, assinado pelos dirigentes Pedro Armengol e Sérgio Ronaldo, contem avaliações absolutamente falsas que negam fatos ocorridos nesses últimos oito anos. Ao mesmo tempo abandonam-se bandeiras históricas defendidas pela CONDSEF.

Em nenhum momento, o memorial cita que o governo marcava e desmarcava reuniões, criando expectativas que depois eram abortadas, num processo nacional de “enrolação permante”. Para os servidores restou o desmonte dos órgãos públicos e a corrosão de nosso poder aquisitivo de nossos salários ou pequenas reposições. Enquanto isso, a maior parte do orçamento nacional foi destinada aos juros da dívida interna e externa, para salvamento de bancos falidos, como o Panamericano de Silvio Santos ou escorreu no ralo da corrupção.

O memorial avalia positivamente a implementação de várias tabelas salariais diferenciadas para os servidores, sem levar em consideração que o governo através dessas tabelas e “planos de carreira” dividiu ainda mais a já dividida categoria de SPF’s, fato que atrapalha a nossa luta e dificulta novas conquistas.

A avaliação de desempenho e as gratificações são consideradas elementos positivos. No entanto, elas são meios de diminuir salários, aposentadorias, pensões e possuem um caráter punitivo por meio do pagamento das gratificação. Por essas razões, a base dos SPF’s sempre deliberou em seus fóruns que as gratificações fossem incorporadas ao salário básico.

Afirma-se que os acordos “possibilitaram ainda a redução das diferenças remuneratórias entre as diversas carreiras e planos de cargos do Poder Executivo”. Porém existem salários de nível superior de quase R$ 20.000,00 e de R$ 4.000,00, todos em fim de carreira. O mesmo acontece no nível intermediário e no auxiliar, este em menor monta porque está sendo extinto pelo governo.

Todas as carreiras criadas e tabelas remuneratórias aplicadas no último período são consideradas como política de gestão de pessoas do governo para valorizar os servidores dos órgãos. Entretanto onde isso aconteceu, foi resultado das manifestações dos trabalhadores desses órgãos.

Citam como positivos os grupos de trabalho criados. Só não dizem que os relatórios com propostas para resolver os problemas das diversas categorias, nunca saíram do papel de forma satisfatória.

O memorial diz que é necessário fazer alterações na legislação para atender algumas demandas, mas não diz que em 8 anos não houve interesse do governo fazer alterações legais que beneficiassem os servidores federais. Pelo contrário, a alteração legislativa mais simbólica foi a reforma da previdência que retirou nossos direitos.

Falam que é necessário aprofundar o processo negocial sem citar que praticamente as negociações eram processos de mão única, onde o governo impunha suas decisões, como no caso da GACEN/GECEN cujo reajuste só ocorrerá quando houver reajuste geral de salários, coisa que nunca mais aconteceu, isto é, nunca será reajustada, ainda mais agora quando o governo está fazendo um esforço concentrado através de sua bancada para garantir a aprovação do PLP 549, que congela o salário do funcionalismo por 10 anos. Como considerar isso um avanço?

Pior ainda que isso é considerar o plano das carreiras transversais como medida positiva para a valorização do servidor público, o que na verdade é um desrespeito aos demais servidores públicos federais de nível superior, que nos diversos órgãos do executivo executam as mesmas tarefas e recebem salários muito inferiores, inclusive com servidores em estágio probatório recebendo salários bem maiores que outros em estágio final de carreira. Como pode ser positivo fazer aprovar leis que reajustam salários de alguns profissionais, com a promessa de, por etapas, ir aprovando novas leis para isonomisar os salários dos diversos profissionais de nível superior? Enquanto isso os servidores, cuja maioria se encontra em idade bastante avançada, vão morrendo sem ver seu salário ou proventos valorizados. Sem falar que os servidores de nível intermediário e auxiliar estão com seus salários definitivamente arrochados e sem perspectivas de melhorias.

É estranho que se diga que “as diretrizes de carreiras mudaram substancialmente na atual política de gestão de pessoas”. Que diretrizes são essas? Desde a fundação da Condsef estamos lutando pelas diretrizes de planos de carreira, no entanto nenhum governo, inclusive o de Lula fez qualquer esforço em aprová-las. Então falar em diretrizes é uma falácia. O governo vem aplicando uma política de gestão de RH pressionado de um lado pelas lutas de setores do funcionalismo e por outro, pelos interesses do próprio governo em fazer andar seus projetos que estavam paralisados, como as obras do PAC, a arrecadação de impostos, a repressão e a criminalização dos movimentos sociais.

É totalmente absurda a afirmação de que as conquistas obtidas pelos servidores nos últimos oito anos foram alcançadas através do processo negocial, jogando ilusão na cabeça dos servidores públicos federais. Lembremos que todos os anos, no lançamento da Campanha Salarial, é entregue ao governo uma longa pauta de reivindicações que nunca é atendida e só cresce a cada ano. Lembremos que fomos forçados a fazer greve geral em 2003, greves parciais em 2005 e 2006. Em 2009 realizamos paralisações porque o governo descumpriu acordo com a CONDSEF, desprezando 47 itens assinados com a categoria, dentre eles o GT sobre auxílio alimentação. Ao todo 21 setores tiveram seus acordos abandonados, como AGU, FAZENDA, MAPA, dentre outros.

Em 2010, tivemos que realizar uma paralisação no dia 1 de abril, o dia da mentira do governo Lula, e greves do IBAMA. SPU, INCRA, MTE, IBAMA/ICBIO/SFB, dentre outros. E nunca é de mais relembrar que enfrentamos a criminalização das greves, seja por meio das ameaças de multas (INCRA) e desengavetando decreto de FHC para corte de ponto (SPU). Então onde encontrar o tal processo negocial positivo?

Foi esse processo de lutas e greves que garantiu a manutenção dos acordos para reposição salarial, o aumento do auxílio alimentação e a incorporação da GAE.

Dilma já anunciou sua equipe econômica, afirmando que não haverá reajustes ao funcionalismo. Só nos resta lutar, garantindo total independência em relação ao próximo governo. Para isso é necessário encaminhar as lutas aprovadas no X Congresso da Condsef: combater o ajuste fiscal e todas as reformas que retiram direitos e garantir a retirada do PLP-549 por meio de uma campanha salarial unificada com eixo em reajuste salarial, isonomia de vencimentos entre as carreiras e a suspensão do pagamento da dívida pública canalizando os recursos para melhorar o serviço público.

Em nome do Unidos Pra Lutar na CONDSEF:

Neide Solimões e Cedício Vasconcelos – SINTSEP-PA,

Juca Castro – SINTRASEF-RJ.

 
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Publicado por em 23/12/2010 em Uncategorized

 

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X CONCODSEF – onde tudo se resumiu a nada

Para que fique mais fácil, pra mim e para o leitor, serei bem informal em minhas descrições desde congresso que marcou o desmantelamento da esquerda a nível de trabalhadores federais do estado. Triste; mais real.

Ocorreu de 08 a 12 de Dezembro o X Congresso da CONDSEF no Distrito Federal.

Chegando lá, além de reencontrar os amigos (Conceição, Carecon filho de neto, Ramonstro filho de Luciano, Neto, Mariana, Mabel, Raquel… etc)  fomos nos atualizar do que seria e poderia ser feito pra reeditarmos o bloco de esquerda do último congresso… aí o espanto. Mesmo já sabendo que a CST/psol (UNIDOS), que é formada majoritariamente pela delegação do Pará, já havia se aliado aos “Independentes” (corrente majoritária da condsef e estreitamente ligada ao PT) contra os companheiros do PSTU na disputa do SINDSEP-SP; não pensávamos que estaríamos tão fragmentados.

No geral o congresso estaria dividido em 4 blocos.

  1. Os da Articulação (corrente ptista ligada a lula),
  2. corrente O Trabalho (corrente ptista estreitamente ligada ao PT),
  3. os Independente (ligados ao PT mas supostamente “independentes”) e
  4. o bloco de esquerda (SP, PA, RN, RO e GO).  num pré levantamento chegaria a 40% do congresso

Entretanto, repetindo o que aconteceu no rio de janeiro, o bloco 1e2 se uniram contra o bloco 3 e 4.

A grande surpresa foi que os setores da esquerda combativa da Condsef chegaram no Congresso dispostos a fechar com o grupo dos ”Independentes” (tão governista quanto a própria Articulação Sindical), segundo eles para evitar o “mal maior” de ter uma chapa orgânica a corrente de Lula na secretaria geral da Condef. Sendo os Independentes mais fáceis de serem pressionados à esquerda (argumentação no mínimo duvidosa) e também para garantir suas vagas na Executiva da Condsef (essa argumentação sim, mais sincera da parte deles). Embora na retórica dissessem que a prioridade era construir uma Chapa da esquerda.

E pra piorar, o sindicato do RN rompeu com a CONDSEF e estão chamando uma nova entidade. O problema seria a entidade, e não a sua composição.

Como já havia ocorrido no sindicato do RJ, os chamados Independentes (grupo governista que não tem nada de “independente” e já estava na Secretaria geral da Condsef nas últimas gestões, representado pelo zémilton) racharam com a Articulação Sindical e saíram em chapas separadas, mas com todo o juntos da CST-PSOL (UNIDOS).

Todas as demais correntes PTistas organizadas (OT, AE e MRS, sendo estas duas últimas minúsculas) fecharam com a Articulação numa chapa só, fazendo aquele apelo da chapa CUTista.

Pra discriminar a esquerda, estes são: PSTU (eram 12 ou 17 delegados todos de SP), Unidos Pra Lutar/CST-PSOL (90 delegados do Pará), Rondônia (102 delegados sem corrente partidária aparente). Logicamente haviam pessoas de outros estados mais críticas com a direção daCondsef que estariam dispostas a apoiar uma chapa mais a esquerda.

Os Comp@s do DF (Alternativa de Luta) mais euzinho, Arnaldo (ASS de Minas Gerais), desde o início fechamos posição de que só tinha sentido em construir e apoiar uma Chapa que não tivesse composição nenhuma com os Independentes nem com o bloco dos setores PTistas, pois toda nossa crítica é em cima da política destas forças, além do que qualquer aliança com os caras iria nos queimar. Inclusive enfatizamos que montaríamos uma chapa só nossa pra garantir um posicionamento a esquerda. Acho que nossa posição tencionou a base tanto do PSTU quanto da CST que afirmavam explicitamente que não concordavam com a política de fechar com os Independentes e ajudou a dar uma coesão ainda mais no DF.

A Unidos Pra Lutar/CST, a partir de uma tensão em sua base, teve que se esforçar nessa construção de uma Chapa da esquerda (sem os Independentes) e isso acabou sendo possível. Os comp@s do DF fecharam com eles (eram 06 delegados e depois de várias conversas chegamos a 10 delegados no DF) e ainda articulamos com outros estados (a partir do INCRA e contatos da Almira nos ex-territórios) o apoio a Chapa. Vale afirmar aqui que, em nosso entendimento (ASS), apesar dessas pressões, a CST só de fato garantiu a Chapa porque “contou” os delegados e viu que era possível manter uma pessoa da Executiva (se não tivessem certeza mandariam a coerência pro espaço e fechariam com os Independentes, como já fizeram no Sindicato do RJ e como eles mesmo nos disseram).

O PSTU até o último momento (literalmente) estava fechado com a chapa dos Independentes, mas foi obrigado a montar uma chapa própria. Ocorreu que os Independentes haviam loteado tanto os cargos da Condsef em sua Chapa que não havia vagas para todos da “aliança” na Executiva e eles privilegiaram outras forças e “convidaram” o PSTU (que tinha menos delegados do que outras forças doChapão) a se retirar, convite este feito faltando alguns minutos para fechar a inscrição das Chapas. O natural seria eles procurarem a Chapa da esquerda que já estava montada, mas a relação deles com a CST/PSOL está tão complicada que não havia diálogo.

Minas fechou-se numa posição só, mas no primeiro dia fizemos uma reunião, o que se repetiu diariamente, que cada força política faria contatos e decidiríamos em assembléia nossa posição. Éramos 96 delegados e o debate dos cargos e do “mau maior” rodeou a delegação.

De minha parte, como ASS (Alternativa Sindical Socialista-corrente interna da Intersindical) fiz meus contatos, e lógicoprecionando pra sair a chapa de esquerda.  O detalhe foi que em todos os momentos senti uma indisposição de sairemsem o zémilton . Assim a posição de integrar a chapa dos independentes ia se cristalizando… e as vezes penso que estaria cristalizada há alguns meses. Mas fomos a luta. Ao mesmo tempo que o trabalho da chapa de esquerda era feita, fizemos um bloco de camaradas para tirarmos Jussara como nossa representante mineira, e com isso colocávamosnossa posição contrária a do Independentes, ex-direção aqui no sindicato.

Inexplicavelmente, na hora de defender em qual bloco Minas fecharia (se na articulação, com os independentes ou esquerda) a chapa de esquerda foi excluída das possibilidades para votação. Aí cometi um erro, fiquei perplexo e não me pronunciei.

Fomos pra votação, Rogério dos independentes contra Jussara do PSOL. 96 delegados. Os independentes tiveram 17 votos, Jussara o restante menos 1, um voto nulo, que foi o meu…

Na hora eu nem pensei direito porque eu votei nulo, um companheiro me perguntou porque imediatamente, e eu falei porque sim.

Na reunião da sexta feira rachei com a delegação.  Cremos que essa política de alianças com o” mau menor” é mais maléfica do que o “mau maior”. Ainda mais na CONDSEF, que atualmente tem como papel principal acabar com greves e desmobilizar trabalhadores. Há menos de um mês, a direção da condsef, ligada aos INDEPENDENTES, mesmo povinho que minas e demais fecharam na chapa, vieram aqui para “solicitar gentilmente” que não ocorresse GREVES no primeiro ano da “companheira” dilma. Aí perguntava eu, o que a Articulação fará de tão diferente, vão tomar as chaves dos sindicatos e fecha-los??? Só pode!

Cremos que, ainda mais nesse momento de desarticulação total da esquerda, temos que nos manter coerentes, coerentes com 5 anos de militancia, com 5 anos de críticas a esse povo governista que acaba com greves, que se alia com lula contra os trabalhadores brasileiros… não esqueçamos a contra-reforma agrária, a política des-ambiental das grandes obras, os mensalões, as cuecas, os trabalhadores mortos pelo capital…

O debate político se dividia em falas divergentes e práticas contraditórias.

O bloco da Articulação teve a capacidade de defender o governo e dizer que o governo brasileiro foi elogiado pelos sindicalistas da Grécia… com o tom de: venha qualquer Reforma teremos que aceitá-la, porque o governo é nosso e sabe o que faz… rsrs

Os independentes e a esquerda chamando mobilizações, greve geral de nosso lado e negociação com o governo por parte dos independentes. Chegaram até propor debate sobre a CUT nas bases… “quem não os conhece que os compre”. Os comp@s do pstu, rondonia, minas, etc, ficaram até o final com o “mau menor”. E devem estar até hoje. E o mau maior foi que fecharam os governistas, o primeiro se retirou no final, mas…

No final, ficou assim:

Chapa 01: CHAPÃO dos Independentes + Rondônia + US (Gilberto e Ademar Goiás) + Grupos regionais locais (SP, RS, …). Tiveram 808 votos (50, 79% do total) e direito a 6 membros na executiva da Condsef (de um total de 11 cargos), além do mesmo número no resto todo (departamentos, direção nacional e suplentes).

Chapa 02: Unidos Pra Lutar/CST + ASS + setores não organizados em correntes. Tivemos 120 votos (7,54%) e direito a 01 membro na executiva da Condsef (que será a Neide da CST) além do mesmo número no resto todo (departamentos, direção nacional e suplentes).

Chapa 03: PTzada (Articulação, OT, AE, MRS). Tiveram 635 votos (39,91%) e direito 04 na Executiva, além do mesmo número no resto todo (departamentos, direção nacional e suplentes)..

Chapa 04: PSTU. Tiveram 28 votos (1,76%) e nada em tudo.

Sendo bem direto e prático, todos os grandes grupos que foram ao congresso ficaram com esse besteirol de “mau maior” queriam mesmo é garantir seus cargos na condsef, infelizmente.

Minas vendeu sua posição aos independentes barata, mais barata dilmaisssss… 95 delegados por um carguinho na direção nacional da condsef e algumas vaguinhas nos departamento… e se saísse sozinha teria um na executiva, um na direção e uma suplência, além de um em cada departamento.

Mas o problema vai muito além de quantos cargos, na verdade o problema são eles, os cargos. A esquerda já teve diversos cargos na executiva, na direção e na suplência e nada mudou… então porque só agora vai mudar? Vamos fazer política por cargos ou pela luta? A velha luta pelo aparelho sindical… cada um pelo seu cargo e a luta fica pra depois, a formação pra amanhã e tudo continua como está.

Foi isso.

Grande abraço e vamos pra luta ! Daqui a 3 anos tem mais…

Se lhes tivéssemos explicado de iníncio

que não aceitaríamos nenhuma negociata

com relação a princípios…”

(Marx, Karl. Crítica ao programa de Gotha)

Abaixo a composição da antiga diretoria. Cada Secretaria com seu titular, que chama-se de executiva, e mais dois adjuntos, que chama-se de direção nacional. Lá no final os suplentes.

Foram criadas mais duas secretarias, creio q de Gênero e  de Raça …

I – Secretaria Geral:
Titular Josemilton Maurício da Costa – RJ
Adjuntos Marizar Mansilha de Melo – RS
José de Assis – CE

II – Secretaria de Administração:
Titular José Carlos de Oliveira – PE
Adjuntos Maria do Socorro Ribeiro Costa – PI
Gilberto Jorge Cordeiro Gomes – DF

III – Secretaria de Finanças:
Titular Pedro Armengol de Souza – PI
Adjuntos Lírio José Téo – SC
Raimundo Pereira de Souza – MA

IV – Secretaria de Imprensa e Comunicação:
Titular Sérgio Ronaldo da Silva – DF
Adjuntos Maria das Graças Oliveira – PE
Rogério Antônio Expedito – MG

V – Secretaria de Política Sindical e Formação:
Titular Neide Rocha Cunha Solimões – PA
Adjuntos Luís Cláudio Braga – RJ
Maria Jurgleide de Castro Oliveira – RJ

VI – Secretaria de Assuntos Jurídicos, Parlamentares e de Classe:
Titular Edison Vitor Cardoni – DF
Adjuntos Haroldo Machado da Silva – AM
Hérclus Antônio Coelho de Lima – RO

VII – Secretaria de Relações Internacionais:
Titular Edvaldo Andrade Pitanga – BA
Adjuntos Ismael José César – DF
Pedro Santos Moreira – BA

VIII – Secretaria de Aposentados e Pensionistas:
Titular Luís Carlos de Alencar Macêdo – CE
Adjuntos Erilza Galvão – BA
Eva Bezerra de Freitas – RO

IX – Secretaria de Políticas Públicas e Sociais:
Titular Eladir Elizabeth Lima – SP
Adjuntos José Alberto Wanderley de Oliveira – PE
Patrick Galba de Paula – RJ

Suplentes (Direção Nacional)
1. Luiz Henrique Macedo – MG
2. João Seno de Moura – PI
3. Antônio Pereira Lima Sobrinho – BA
4. Walter César Dias Figueiredo – MA
5. José Alves de Souza Filho – PR
6. Cedício de Vasconcellos Monteiro – PA
7. Ermenegilson Barros de Macedo – RN
8. Roberto Glauber Vasconcelos Dantas – DF
9. Pedro de Alcântara Costa – DF

Conselho Fiscal:

Titulares
Edson Xavier de Brito – PE
Angelina Cali Jung – RS
José Carlos Ferreira Vasconcelos – DF
 

Suplentes

Eduardo José Fonseca Garcia – PE
Artur Cardoso A. Santos – RJ
José Adalberto dos Santos – SP

 
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Publicado por em 16/12/2010 em Uncategorized

 

Previdência do servidor pressiona Dilma

Presidente eleita vai se deparar, já no início de 2011, com o debate para a criação do fundo de pensão do funcionalismo

Vânia Cristino, do Correio brasiliense

Publicação: 01/12/2010 08:23 Atualização:

Pedra no caminho dos últimos dois presidentes da República, a previdência do funcionalismo também é obstáculo à gestão Dilma Rousseff. Se quiser melhorar a qualidade das contas, reduzir o gasto com pessoal e destinar mais recursos a obras e investimentos, a presidente eleita terá de enfrentar o lobby pesado dos servidores e apoiar a aprovação do Projeto de Lei nº1992, que cria a Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público (Funpresp) e está parado na Câmara dos Deputados desde 2007. Se estivesse em vigor, a proposta poderia ajudar a estancar o rombo do sistema de pensões e aposentadorias estatal. Em 2009, o deficit foi da ordem de R$ 46,9 bilhões — 1,49% do Produto Interno Bruto (PIB). Para este ano, a estimativa oficial é de um buraco de R$ 48,5 bilhões — 1,46% do PIB.

Especialistas garantem que o principal entrave à tramitação do PL no Congresso Nacional é o entendimento que os servidores têm de que a mudança seria prejudicial às carreiras. Por meio de suas entidades sindicais, funcionários de quase todos os órgãos resistem a aceitar as alterações. O governo e os partidos da base aliada, por sua vez, cedem às pressões. Do ponto de vista puramente financeiro, o projeto, num primeiro momento, eleva o gasto público.

Cálculos do economista Marcelo Abi-Ramia Caetano, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), indicam que no momento da criação do fundo a União arcará com um custo adicional de 0,1% do PIB. A despesa aumenta porque, como patrão, o Estado terá de depositar sua parte (contribuição patronal), enquanto o empregado tem a obrigação de fazer o mesmo. Com isso, o Tesouro Nacional deixa de receber os 11% da contribuição dos novos servidores.

Despesa crescente
Além de perder a cota sobre o salário que exceder o teto do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) — hoje em R$ 3.467,40 — e também passar a contribuir para o fundo, o governo continua bancando as aposentadorias e pensões dos atuais inativos do setor público. Como essa despesa já é na casa dos bilhões, qualquer acréscimo — o 0,1% do PIB representa milhões — pode pesar na conta. “O governo precisa fazer o projeto andar porque, ao longo do tempo, os benefícios aparecerão com clareza”, justifica o ex-ministro da Previdência Social, José Cechin. A seu ver, sem o fundo de pensão, a despesa com o pagamento de benefícios será crescente ao longo dos anos, com o governo arcando com o pagamento integral das aposentadorias e pensões do setor público, bastante superiores aos benefícios pagos pelo INSS.

Abi-Ramia chama a atenção para a injustiça que o governo comete ao comprometer recursos públicos — o dinheiro do Tesouro Nacional é, na verdade, constituído de contribuições de toda a sociedade via pagamento de impostos — com a parcela da população mais aquinhoada. “Ninguém tem nada com isso, se uma pessoa consegue poupar e contribuir para a sua própria aposentadoria em níveis elevados. Mas quando é o governo que complementa essa conta, a situação muda de figura”, adverte.

O setor público federal gasta praticamente o mesmo que o INSS. A diferença é que o INSS paga benefícios a mais de 23 milhões de segurados, enquanto que no setor público federal o universo de atendidos é de cerca de 1 milhão de pessoas. A diferença está no valor dos benefícios. No INSS, o benefício médio é da ordem de R$ 765. O máximo que a Previdência Social paga aos trabalhadores da iniciativa privada é R$ 3.467,40. No funcionalismo, a conta é bem diferente: dentro do Poder Executivo, a aposentadoria média é de R$ 3.967, enquanto que no Judiciário e no Legislativo o valor médio supera R$ 14 mil.

Poupança individual

Com o fundo de pensão dos servidores, a conta passa a ser outra. O governo deixará de ser responsável pelo pagamento integral da aposentadoria que superar o teto do INSS. Por isso, a despesa baixará ao longo do tempo. Pelos cálculos de Abi-Ramia, após 20 anos da criação do fundo, a despesa ainda será positiva, mas declinante. A partir da terceira década, os benefícios da limitação das aposentadorias ao teto do INSS começarão a superar os custos associados à perda de arrecadação. Nessa fase, os ganhos fiscais atingirão 0,2% do PIB anualmente.

Para Cechin, o que explica a enorme resistência dos servidores ao projeto que está no Congresso Nacional é o desconhecimento do que a proposta significa. “Não afeta os atuais servidores, daí porque é inexplicável os representantes da categoria estarem defendendo futuros servidores que, na prática, não existem”, completa. Na opinião do ex-ministro, até mesmo para os novos servidores o projeto é bom. Hoje, se um servidor for para a iniciativa privada antes de se aposentar só leva a contagem do tempo de contribuição. Como no fundo de pensão o dinheiro acumulado na poupança individualizada é do servidor, se ele deixar a administração pública levará também os recursos da conta individual capitalizada.

Na avaliação de Cechin, a elevação do gasto inicial, prevista com a criação do fundo, não pode ser usada como desculpa. “O gasto é muito pequeno frente à enorme vantagem da complementação das aposentadorias mais elevadas deixar de ser por conta do Tesouro”, reforça. Além disso, argumenta ele, com a criação do fundo, o governo estará dando um sinal importante para a solvência do Estado no futuro.

FLEXIBILIDADE A ESTADOS E MUNICÍPIOS

» O Conselho Monetário Nacional (CMN) flexibilizou as regras para a aplicação de recursos recolhidos por Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) mantidos por estados e municípios. Com a alteração na norma, o governo decidiu facilitar o aporte em fundos de investimento e acabar com o limitador nos investimentos de renda fixa. A Resolução nº 3.922 aprovada pelo CMN também ampliou o conceito de ativo para os RPPS, que agora passam a contabilizar ativos financeiros e patrimoniais para efeito de aplicação. O patrimônio dos planos enquadrados no modelo RPPS está em cerca de R$ 50 bilhões, conforme o Ministério da Previdência. É esse montante de recursos que garante o pagamento de aposentadorias e pensões de servidores públicos. Os regimes próprios abrigam 20 milhões de pessoas, entre contribuintes diretos, dependentes e familiares. As mudanças nas regras de movimentação e destino do dinheiro recolhido têm como objetivo proporcionar maior rentabilidade e liquidez aos valores aplicados, garantindo a solvência dos planos de regimes próprios em longo prazo.

 
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Publicado por em 07/12/2010 em Uncategorized

 

Governo prepara corte de gastos e pode postergar obras do PAC

06/12/2010 – 12h37

CIRILO JUNIOR
DO RIO

O ministro Guido Mantega (Fazenda) afirmou nesta segunda-feira que o governo prepara um pacote para reduzir custos e que projetos do PAC (Programa de Aceleração de Crescimento) poderão ser postergados em função das medidas.

De acordo com ele, as obras que já andamento terão seus ritmos mantidos e não serão afetadas pela redução de custos do governo.

“Pode ser que tenha alguma postergação. É uma questão de ritmo. Os projetos que estão terminando neste ano ou que estão para terminar nos próximos anos não serão mexidos. Os projetos novos, que ainda vão começar, poderão começar mais lentamente ou não começarem imediatamente. [O governo vai] dar prioridade aos projetos já em andamento, que levam mais um ou dois anos para terminar”, afirmou.

O ministro disse ainda que o corte de gastos ainda está sendo definido e será anunciado em breve.

Segundo Mantega, haverá cortes em todas as áreas para reduzir o custeio já existente. Além disso, o governo também vai trabalhar para impedir novos gastos. Para isso, o ministro afirmou que terá que contar com o Congresso, citando projetos que serão votados como o da PEC 300 –salário único para as polícias no Brasil– que vai acarretar aumento de R$ 46 bilhões para a União e Estados. O governo trabalha para barrar essa PEC.

Mantega afirmou ainda que o salário mínimo para 2011, não deverá ultrapassar R$ 540.

O ministro também se mostrou contra a proposta de aumento de 56% para os servidores do judiciário.

Para o ministro, o corte no custeio abre “um espaço razoável” para a queda dos juros. Segundo Mantega, o Brasil ainda está está defasado diante do cenário internacional. “Isso causa problemas, inclusive com o câmbio. O caminho estará aberto quando houver essas mudanças para adequação no momento que for considerado pelo Banco Central”.

BNDES

Ainda nesta segunda-feira, o ministro Mantega afirmou que, nas próximas duas semanas, serão anunciadas medidas para estimular o financiamento privado do país. O objetivo principal é desafogar o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

Mantega disse que a maio participação do setor privado na concessão de financiamentos vai auxiliar na redução da taxa de juros Selic.

“Estamos preparando um programa para aumentar o crédito privado, com condições e prazos condizentes. Isso vai aliviar o BNDES”, afirmou o ministro, que participa do seminário “Diálogos Capitais”, promovido pela “Carta Capital”, no Rio

Mantega elogiou as medidas do Banco Central para restringir a concessão de crédito no país, para evitar bolhas e aumento na inflação. “Essas medidas foram positivas”, resumiu.

 

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/841394-governo-prepara-corte-de-gastos-e-pode-postergar-obras-do-pac.shtml

 
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Publicado por em 07/12/2010 em Uncategorized

 

SINGA… aí vem ele novamente

http://singa2011.ufpa.br/

 
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Publicado por em 05/12/2010 em Uncategorized

 

A CAPITAL DA CELULOSE: O NÃO DITO

Rosemeire A de Almeida. Profª Drª da UFMS/Campus de Três Lagoas.

E-mail: raaalm@gmail.com

Artigo Publicado no Jornal Correio do Estado em 29/11/2010.

Impressiona a forma voraz como a mídia vem construindo o consensoem torno da formação do “vale da celulose” na região Leste de Mato Grosso doSul. Mais um capítulo desta blindagem que visa anular ou colocar no limboquestionamentos, foi veiculada na edição de outubro da Revista Época, cujotítulo é: “Três Lagoas – Capital Mundial da Celulose”.

Impondo uma visão de desenvolvimento como sinônimo de crescimentoeconômico, a reportagem dedica extensa matéria às transformações territoriaisem curso no município, oriundas do “complexo celulose-papel”. Ao leitordesavisado fica a ideia do progresso, fartura de empregos, gente sorrindo àtoa, a ignorar os impactos do plantio do eucalipto; como diz a reportagem “…a população de Três Lagoas não fez do impacto ambiental um assuntoprioritário, como ocorreu recentemente no Rio Grande do Sul …”.

Porém, é preciso complementar que esta relativa inércia da população sedeve à velocidade do negócio, incompatível com o processo de conscientizaçãoe organização da sociedade. Uma pesquisa autônoma leva, no mínimo, doisanos para obter resultados.

Esta velocidade ocorre porque o Estado tem ordenado o território pormeio de incentivos, isenções, flexibilização ambiental, o que permite umaacumulação de capital acelerada. Em três anos, a Fibria dobrou a áreaplantada e montou um complexo celulose-papel, em torno de 280 mil ha, quefaz com que, do total produzido pela empresa, Três Lagoas responda por ¼ daprodução de celulose (1,3 milhão Ton/Ano). Por outro lado, o Plano Estadualde Florestas/MS apresenta números no mínimo espantosos, projetando umaárea plantada de eucalipto, em Mato Grosso do Sul, de 1 milhão de ha(SEPROTUR, 2009). O céu é o limite!

Alguns probleminhas, como o caos no trânsito, são citados aqui e ali,sem realce, para que pareçam coisa normal, consequência inevitável doprogresso. O que não se revela são os números do “probleminha” que sematerializam em seres humanos a lotar os leitos do único hospital público dacidade.

Como de praxe, não há na matéria o contradito. Ouviram apenas os queganham muito, em especial os especuladores imobiliários, pois, como diz a reportagem, se pode viver na cidade da renda dos aluguéis; já o outro lado hámuito não dorme pela sangria do aluguel.

Poderíamos enumerar vários não ditos que merecem investigação daacademia, por exemplo: camponeses têm relatado constantes e intensosataques de papagaios e maritacas em suas roças de milho; frutas do pomarsão disputadas, cada vez mais, com araras e tucanos; há registro depulverização aérea em plantios de eucalipto próximo a área de assentamento;nascentes e córregos em desequilíbrio.

A geração de empregos é discutível, uma vez que a empresa jámecanizou o corte do eucalipto e anuncia mecanizar o plantio. Além disso, ocruzamento dos investimentos com os financiamentos do setor nos dá pistasde que o erário público é o grande financiador do negócio. No caso dofinanciamento do BNDES, o setor celulose-papel nos últimos dez anos obtevemais de 9 bilhões de reais em financiamento – R$ 2,3 bilhões somente em2006. Para Três Lagoas, em 2009, a Fibria recebeu R$ 661.285.900,00.

Certamente este debate é uma versão tupiniquim de Davi e Golias, poisse trata de uma gigante do setor, líder mundial na produção de celulose demercado, com produção em 2009 de 5.400 milhões/ton/ano, capital estimadoem 7 bilhões e um aumento de lucro de 116% em relação ao ano anterior. Enão fica nisso. Outra do setor, a recente Eldorado, já é realidade na regiãoLeste a tecer a rede deste agronegócio.

Ao contrário do que se ventila, a região Leste possui outras formassociais de existência, fora a grande propriedade. Como exemplo, há 32projetos de assentamento, 5.811 famílias. Porém, a dinâmica da concentraçãoda terra em poucas e privilegiadas mãos é também a marca desta região. Nelaos estabelecimentos com menos de 200 ha representam 60,19% detendo4,58% da área, já aqueles acima de 1000 ha representam 14,30% e dominam73,45% da área. Apesar disso, 42,68% do leite produzido na região provémdos estabelecimentos de menos de 100 ha.

Um dos impasses fundamentais é que a expansão do eucalipto não visademocratizar esta estrutura fundiária, ao contrário. Além de colocar bloqueiosa aquisição de terras para a Reforma Agrária em curso na região, responsávelpela socialização de inúmeras famílias que vivem à margem do sistema.

A ineficiência da política pública voltada ao estímulo da produção familiarcoloca impasse eminente na região Leste, obra, em especial, da dinâmica demonopolização do território, pois a produção de alimentos básicos, segundo oCenso 2006 (IBGE), está em decréscimo contínuo em Três Lagoas. A utilizaçãode terras para a produção dos alimentos básicos é insignificante. A áreacolhida de cana, feijão, mandioca e milho totaliza 123ha, ou 0,01% da áreatotal (932.678ha). Também decresce produção de leite e o rebanho bovino em comparação ao Censo 1995/96. Urge pensar numa escala de alternativaspautada no limite e na diversidade socioambiental.

O intuito deste artigo é evidenciar para a sociedade que não háconsenso, pelo menos de parte da academia, quando o assunto é aeucaliptização da região Leste do MS. Estão em curso pesquisas que poderãoauxiliar no debate junto à sociedade, no sentido de pensar quem está sendoimpactado no tempo e no espaço: monitorarmos a área plantada pormunicípio, os impactos sobre fauna, flora e recursos hídricos, os conflitosgerados; discutirmos a constitucionalidade da flexibilização das leis ambientaisem Mato Grosso do Sul, que dispensa de licenciamento ambiental as atividadesde plantio e a condução de espécies florestais nativas ou exóticas.

Para aqueles que, às vezes, esmorecem ante o peso e o preço impostospelo bloco hegemônico, lembro que a sina dos que discordam do consenso,como escreveu Frei Betto, é manter a esperança porque “A esperança é umpássaro em voo permanente. Segue adiante e acima de nossos olhos, flutuasob o céu azul, não se lhe opõe nenhuma barreira.”

 

PS: Aproveitamos para explicar que se trata de um artigo em resposta a matéria veiculada pela Revista Época (ontem também no Globo Rural) a respeito do complexo celulose-papel em Três Lagoas. Agradeço as contribuições da profª Zezé  e do prof. André na esperança de ter conseguido fazer o contraponto a partir da academia, ignorada nas 2 reportagens.

 
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Publicado por em 30/11/2010 em Uncategorized

 

Governo Lula deu prioridade a regularização fundiária no Norte

18 de novembro de 2010, fonte: www.mst.org.br


Por Vanessa Ramos
Da Página do MST

A eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2002, gerou uma enorme expectativa nas organizações e movimentos sociais rurais para a realização da Reforma Agrária. Esperava-se, principalmente, grandes avanços na criação de assentamentos para as famílias Sem Terra.

Em 2003, havia 230 mil famílias acampadas, das quais 150 mil famílias eram organizadas pelo MST. No entanto, o que se viu de lá pra cá indica que o quadro não foi positivo e as dificuldades das famílias embaixo da lona preta se tornam cada dia mais problemáticas.

Segundo Ariovaldo Umbelino, professor titular de Geografia Agrária da Universidade de São Paulo (USP), cerca de 220 mil famílias foram assentadas de fato durante o governo Lula. Apesar disso, o governo divulga que mais de 500 mil famílias foram assentadas.

De acordo com ele, esses dados não correspondiam à realidade, porque se soma áreas de regularização fundiária, áreas de reconhecimento de assentamentos antigos e o reassentamento de atingidos por barragens como assentamentos novos. Tanto é que o MST ainda tem 90 mil famílias acampadas em todas as regiões.

Do ponto de vista de José Batista de Oliveira, da coordenação nacional do MST, o governo Lula não teve um projeto estruturado de Reforma Agrária.

No início do primeiro mandato, houve boas iniciativas, como a elaboração do 2º Plano Nacional de Reforma Agrária.

Porém, esse plano não foi cumprido e se perdeu no meio do caminho. “Estamos encerrando o governo e muitas obrigações assumidas não foram executadas”, contou.

“Se comparar o governo Lula e os anteriores, a avaliação seria positiva. Mas, quando se lê o plano de governo de assentamentos, a avaliação é negativa”, afirmou Dr. Rosinha, deputado federal do PT.

“O balanço final mostra que o governo não cumpriu a grande meta que era a Reforma Agrária”, avalia Umbelino.

Além disso, o número de assentados pelo governo Lula se concentra na região Amazônica. Por outro lado, a maioria das famílias acampadas estão nas regiões Sul e Nordeste (veja mapa).

Para Bernardo Mançano Fernandes, professor da Universidade Estadual Paulista (UNESP), assentar famílías no Centro–Sul “significaria enfrentar diretamente o agronegócio. O governo não tem interesse de ir contra o agronegócio e os movimentos sociais não têm força política para esse enfrentamento”.

Umbelino aponta que, mesmo com índice de produtividade de 1985, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) tem um total de 120 milhões de hectares de grandes propriedades improdutivas no seu cadastro.

“Se existisse vontade política de fazer Reforma Agrária, o governo poderia usar das ações normais de constatação das terras improdutivas e fazer a desapropriação como manda o Estatuto da Terra e a legislação complementar”, concluiu.

As áreas destinadas pelo governo aos trabalhadores rurais no Norte do país, de acordo com Umbelino, “foram feitas por conveniência, por que lá, exatamente, o Incra tem um estoque de terras públicas já discriminadas e arrecadadas, o que facilitou o processo”.

Legalização da grilagem

Na prática, a concentração de famílias que entraram em projetos do Incra na Amazônia acabou, na opinião do professor Umbelino, valorizando uma política da legalização da grilagem.

Ele explica que o não cumprimento das metas de Reforma Agrária foi uma decisão deliberada do Incra, uma vez que alguns funcionários corruptos, que cuidam do cadastro do órgão, não só recebem como vão receber dinheiro ilegalmente por ter criado as condições necessárias para facilitar a transferência das terras do Incra ao agronegócio, como acontece no estado do Mato Grosso.

O deputado dr. Rosinha afirma que disponibilidade de terras na Amazônia inflou o número de famílias assentadas pelo governo. “Quando eu falo que justamente ali, numa olhada simples, tem maior quantidade de terras disponíveis quer dizer que, para vistoriar outras áreas, o Incra necessitaria de mais funcionários”, disse.

No final das contas, de acordo com Ariovaldo, vão ser transferidos 67 milhões de hectares de terras públicas do Incra para os grileiros.

“Essa ação, embora tenha respaldo da Medida Provisória 458, é inconstitucional. Por isso, já tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) a inconstitucionalidade dela”. Para ele, essa é a maior dilapidação de patrimônio público que se tem notícia no país.

Todos os dados e registros evidenciam que essas terras na Amazônia Legal estão registradas no nome do Incra. “Portanto, não paira sobre elas nenhuma dúvida de que são terras públicas e que são terras, desta forma, segundo a Constituição, destinadas à Reforma Agrária”, explicou Umbelino.

Diante desse cenário, o professor da USP afirma que “em vez de fazer a Reforma Agrária, se adotou uma política de contra Reforma Agrária”. Esses transtornos poderiam ser resolvidos, acredita Ariovaldo, por meio de uma medida simples: vontade política.

José Batista cobra do próximo governo o fortalecimento do Incra para criar condições para o assentamento das 90 mil famílias acampadas do MST. “É preciso reestruturar o Incra para fazer a Reforma Agrária avançar no Brasil. Mesmo assim, a gente reconhece que em alguns campos houve avanço. Por exemplo: nós não tivemos problema de diálogo com o governo. não houve uma repressão ou marginalização dos movimentos sociais por parte do governo”.

 
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Publicado por em 21/11/2010 em Uncategorized

 

AQUI ESTÁ A INTERSINDICAL ! ! ! !

16/11/2010, Campinas-SP

Resolução do III Encontro Nacional da Intersindical 13, 14 e 15 de novembro de 2010
Campinas / São Paulo

Seguir ampliando a INTERSINDICAL – Um instrumento a serviço de desvelar a luta de classes rumo ao socialismo

As centenas de trabalhadores e trabalhadoras reunidos no III Encontro Nacional da Intersindical realizado entre os dias 13 e 15 de novembro de 2010 na cidade de Campinas /SP, após intensos debates acerca da realidade que vivemos no Brasil e no mundo e dos desafios que temos a enfrentar como um dos instrumentos que contribuem para reorganização do movimento da classe trabalhadora define como prioridade para o próximo período:

Seguir com unidade e coerência entre nossa elaboração e ação: Isso significa dizer que é preciso ver a realidade de nossa classe para além das fronteiras das nações. O Capital para recuperar-se de mais uma de suas crises intensificou os ataques à classe trabalhadora: demissões, redução de direitos e salários, é a formula fundamental para que o Capital busque a recuperação de seus lucros.

O Estado age como uma das principais contratêndencias para o que o Capital se recupere. Fartos recursos públicos injetados nas indústrias e bancos que logo se transformarão numa conta que o Estado cobrará dos trabalhadores.

O exemplo disso está por toda Europa, os governos preparam pacotes que vão desde a redução drástica dos programas sociais até eliminação de direitos dos trabalhadores. As greves gerais na Grécia no inicio desse ano contra as medidas impostas pelo governo em reduzir direitos e salários, as intensas greves gerais na França contra o pacote do governo que começa por aumentar a idade para aposentadoria dos trabalhadores. É o Estado cumprindo seu compromisso com a classe economicamente dominante: garantir fartos recursos ao Capital e cobrar essa fatura exatamente daqueles que produzem o lucro para esse mesmo Capital: os trabalhadores.

Nossa classe reage em intensas e extensas lutas em mais uma demonstração que a luta de classes pulsa de maneira densa, ora escancarada como se vive na Europa, ora oculta como em outros espaços desse mundo.

No Brasil a aparência do “nada nos atingirá”: Em 2008 o governo dizia que a crise não chegaria aqui, para logo depois proclamar que ao chegar seria apenas uma marolinha. Para além da retórica do presidente a realidade: demissões em massa, redução de salários e direitos em categorias e regiões do país onde vários sindicatos e suas respectivas centrais pelegas ao invés de organizar a luta, escolheram a parceria com os patrões.

Já no segundo semestre de 2009 e por todo ano de 2010 a impressão que se manifesta no Brasil é que as saídas do Capital para crise tiveram um efeito “ameno” contra os trabalhadores. Pura expressão, nada mais do que uma forma que tenta ocultar o conteúdo.

O Estado se endividou até as tampas para garantir investimentos públicos para salvar empresas e bancos, isentou e diminuiu impostos das grandes indústrias e assistiu “indignado” o mesmo Capital demitir, arrochar salários e reduzir direitos.

A dívida que o Estado na Europa tentar colocar na conta dos trabalhadores logo chegará ao Brasil. Reformas, arrocho, maior intensificação dos ritmos de trabalho são as propostas dos patrões com o apoio dos governos que nos esperam em 2011.

CONTRA ESSES ATAQUES SÓ A ORGANIZAÇÃO
E A LUTA QUE ROMPE COM AS CERCAS E
NOS COLOCA EM MOVIMENTO COMO CLASSE

A Intersindical não sucumbiu ao pacto com os patrões e seus respectivos governos, nas saídas impostas pelo Capital. Mais do que dizer não a redução de direitos e salários, organizamos a luta a partir dos locais de trabalho. Em seguida em vários ramos a partir de greves e paralisações da produção conseguimos reajustes salariais superiores a períodos anteriores, como garantimos a manutenção e ampliação de direitos.

Mas é preciso avançar ainda mais. O processo de precarização das condições de trabalho se intensifica através das terceirizações, contratos temporários, intensificação e aumento dos ritmos e da jornada que têm aumentado o número de acidentes, doenças e mortes nos locais de trabalho.

O necessário salto de qualidade é ampliar nossa organização e ação que rompa com as cercas impostas que nos dividem entre categorias, formais e informais, efetivos e terceirizados, desempregados, trabalhadores da cidade e do campo, imigrantes, isso tudo tem como objetivo explorar ainda mais nossa força de trabalho e fragmentar nossa luta.

A Intersindical seguirá organizando a luta a partir dos locais onde o Capital e seu Estado atacam a classe trabalhadora: nos locais de trabalho, moradia e estudo e seguirá tendo a iniciativa de unidade de ação com todas as organizações que não sucumbiram ao pacto com os patrões e seus governos e estão dispostas a ampliar a luta por nenhum direito a menos a para avançar nas conquistas.

A cada passo de nossa organização e luta a tarefa de desvelar o que o Capital e seus instrumentos tentam ocultar: a luta de classes e a necessidade de superar a sociedade capitalista e construir uma sociedade socialista.

Como prioridade já para o primeiro trimestre de 2011 organizarmos mobilizações nos locais de trabalho que reúnam as diversas categorias como passo que rompa com o corporativismo imposto pelos patrões e governos. Além disso, tomaremos a iniciativa de propor juntos a outras organizações do movimento sindical e popular que estejam dispostas a lutar a organização de um DIA NACIONAL DE LUTAS, que dever ser o inicio do processo das intensas mobilizações que devemos organizar contra os ataques que irão se intensificar no próximo período.

COM A CLASSE E NÃO EM SEU NOME

No processo de reorganização do movimento sindical, a Intersindical não sucumbiu ao mais do mesmo, ou seja, conseguimos consolidar e ampliar esse instrumento nascido em 2006 agindo nas contradições reais de nossa classe.

Não nos pautamos pela analise mecânica e superficial que basta decretar uma nova central para que os problemas de fragmentação da classe trabalhadora estejam resolvidos. E ao não abrir mão de seguir construindo a Intersindical- Instrumento de Luta e Organização da Classe Trabalhadora, a ampliamos em diversos ramos e estados do país, pois o fizemos com a nossa classe e não apenas em seu nome.

Acreditamos que a criação de novos instrumentos que possam garantir unidade de organização e ação numa central sindical, serão frutos das ações que formos capazes de organizar a partir da base onde os trabalhadores vivem no dia a dia os ataques do capital e não a partir de decretos com data e hora pré-determinada em nome da classe, sem a classe.

A partir de nossa analise, do balanço, das ações organizativas e de luta que nos trouxeram até aqui o III Encontro Nacional decide seguir ampliando a Intersindical como um Instrumento de Organização e Luta que contribui de maneira determinante para o processo de reorganização que vivemos.

Intensificaremos a ampliação de nosso Instrumento de Organização, como ampliaremos nossas lutas nos locais de trabalho, estudo e moradia e seguiremos tendo as iniciativas necessárias de unidade de ação com as todas as demais organizações que estejam dispostas a de fato lutar.

POR NENHUM DIREITO A MENOS E PARA
AVANÇAR NAS CONQUISTAS

PARA CONTRUIR A GREVE GERAL

PARA DERROTAR O CAPITAL

AQUI ESTÁ A INTERSINDICAL

 

 
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Publicado por em 17/11/2010 em Uncategorized

 

Momentos do 3° encontro da INTERSINDICAL em Campinas


militante mirim – Dandara e sua mãe
plenário
plenário

plenária dos federais

 

delegação extrangeira – militante mirim e sua mãe

 

militante mirim

 
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Publicado por em 17/11/2010 em Uncategorized

 

Os desafios em organizar os trabalhadores

Horizonte é de crise e movimentações da classe, analisam dirigentes sindicais

17/11/2010

Pedro Carrano

De Campinas (SP)

Rostos de trabalhadores.* *Negros, jovens, mulheres, operários metalúrgicos, estudantes, reivindicam a centralidade da organização de base com a classe trabalhadora. Dos braços que produzem a riqueza na sociedade. O contexto é de intensificação da crise e demonstrações de resistências pelos trabalhadores e jovens de França, Inglaterra, Grécia. No Brasil, “a pergunta não é se vai ter crise, mas quando vai ter crise”, define Igor Grabois, do Partido Comunista Brasileiro (PCB). Neste sentido, o III Encontro da Intersindical, realizado em Campinas, pautou a proposta de lutas contra o capital por local de trabalho, moradia e estudo. Um processo que, na avaliação das organizações que compõem a Intersindical, antecede a criação de uma central sindical legalizada.

O manifesto de origem da Intersindical data de 2006 e hoje o instrumento agrega os trabalhadores dos seguintes ramos, entre direções, dissidências e oposições: metalúrgicos, têxteis, comunicação, bancários, funcionários públicos, químicos. Outros rostos que ali estavam eram de trabalhadores protagonistas em lutas em 2010, contra sindicatos aparelhados por dirigentes burocráticos ou mesmo pelo patronato, caso da luta dos trabalhadores da indústria do corte de carne de Chapecó (SC), que derrotaram a direção do Sitracarnes, há 22 anos a serviço da empresa Sadia.

Frente à crise instalada, o Encontro indica construir um dia nacional de lutas, convocando as organizações para uma unidade na ação, contra a retirada de direitos, expressada em projetos como a reforma trabalhista e da previdência. Os trabalhadores do funcionalismo público, a exemplo da Europa, tendem a ser protagonistas no próximo período.

Por local de trabalho

A organização por local de trabalho (OLT) é definida como um processo que remete ao final dos anos 1970 e que hoje deve ser retomado. “A OLT não é uma consigna, ou uma pauta de cada chapa, é um processo longo, difícil, complexo, o que qualifica a organização, capaz de fazer enfrentamentos de classe”, afirma Antonio Carlos Victorio, o “Jacaré”, da Intersindical.

Experiências como a luta do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de fiação e Tecelagem em Blumenau e Região (Sintrafite) demonstram as dificuldades do trabalho de base nas unidades de produção, marcadas pelo controle e repressão contra os operários. Maior sindicato de têxteis da América Latina, com uma base de 40 mil operários, a organização é impedida pelas empresas do ramo. As operárias, de acordo com Miriam Bertoldi, presidente do sindicato, são conduzidas de casa direto à unidade de produção, impedidas de conversar com as lideranças sindicais na porta das fábricas. O que demanda saídas como aproveitar cada brecha possível para a organização dos trabalhadores e a organização por local de moradia.

“Se queremos construir algo e reconstruir o movimento dos trabalhadores têm que ser com eles. E aí temos que recomeçar um trabalho de formiguinha que tivemos lá no passado, a partir do local de trabalho. É primeiro um trabalho de construção de conscientização”, afirma Florêncio Resende de Sá, o Sassá, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Santos.

Bandeira de luta

A redução da jornada de trabalho é um desafio para a classe como um todo. “Temos certeza que isso só virá através de mobilizações, sentimos isso claro nas fábricas, nos locais de trabalho, a vontade do trabalhador, pela situação enfrentada dentro da fábrica, onde é alta a produtividade e o aumento do assédio moral, até porque os empresários estão diminuindo o número de trabalhadores dentro dos locais de trabalho e atribuindo trabalho para os que ficam. O salário fica o mesmo, mas com a produtividade muito maior”, comenta a presidente do Sintrafite, Vivian Bertoldi.

Os dirigentes também apontam que a luta deve estar ao lado dos movimentos sociais. Para o bancário Leandro Spezia, da organização Consulta Popular, há a compreensão de que há formação, organização e luta de massas, porém enfatiza que as lutas de massas são uma tarefa permanente. “A luta de massas, essa não espera. Seja na fábrica, nos bairros, em algum momento temos que estar juntos com esses movimentos de luta de classes. É justamente neste momento”, afirma.

Crise é processo em andamento

A análise de conjuntura feita no III Encontro da Intersindical aponta que a crise iniciou na esfera da produção de valor, passa a manifestar no setor financeiro e, no último período, foi transferida para os estados nacionais. A recuperação da expansão da economia – após o auge da crise em 2009 – revela novo indício de queda. A retomada do processo de crescimento é feita a partir da intensificação da exploração do trabalho.

O aumento da jornada de trabalho e alto grau de rotatividade é observado em economias centrais, como a dos EUA, onde os trabalhadores estão endividados pelo desemprego e pela falta de crédito.

No caso brasileiro, a análise é de que o Estado atinge seu limite como financiador da produção, por meio do BNDES e do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). O endividamento pelo crédito também atinge a quantidade de 50% do PIB. A moeda mais valorizada do mundo é o real. A não ser que o Banco Central a desvalorize em 25%, aumentará o processo de desindustrialização. Outro apontamento se refere à inflação do preço dos alimentos no Brasil.

Intensificação do trabalho e percepção dos trabalhadores

Entre a nova direção que conquistou o Sitracarnes, sindicato dos trabalhadores do corte de carnes de Chapecó (SC), metade dela está afastada do local de trabalho devido a doenças como tendinopatia e outras formas de LER/Dort. Esta característica é observada no ciclo de expansão do capitalismo brasileiro. “O ciclo de expansão do capitalismo não permitiu que o Brasil fosse impactado. Ao mesmo tempo, ocorrem melhorias imediatas das condições de salário e não de trabalho, a lógica de exploração continua a mesma, o trabalhador vai sentir esta contradição no dia-a-dia da fábrica”, analisa Igor Grabois. “O Brasil hoje vive um ciclo de expansão da acumulação de capital, com ganhos imediatos, que, em momentos de crise são retirados dos trabalhadores”, complementa.

O desafio, de acordo com a exposição de Grabois, torna-se organizativo neste momento. Dados do Dieese apontam a realização de 293 greves em 2009. Ele cita casos de movimentação da classe à frente de suas direções, como tem acontecido pontualmente no setor de montadoras, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), hoje dominado pela Força Sindical. “Como transformamos essa necessidade de organização e luta numa intervenção, como discutir uma tática e estratégia dos trabalhadores? As lutas não pararam, temos tido lutas. A questão é como unificamos estas lutas e damos dimensão a elas”, indica.

 
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Publicado por em 17/11/2010 em Uncategorized

 

Crimes contra homossexuais aumentam 75% em Minas

Intolerância.. Números mostram que um gay é morto a cada dois dias no Brasil; neste ano, foram 156 execuções
Crimes contra homossexuais aumentam 75% em Minas
Quinto lugar no ranking, Estado registrou, em 2009, 14 execuções
Publicado no Jornal OTEMPO em 08/11/2010
RAFAEL ROCHA – enviado pela CSP-COnlutas

http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/?IdNoticia=155407

FOTO: SOLON QUEIROZ/DIVULGAÇÃO

Bailarino Igor Xavier foi assassinado
SOLON QUEIROZ/DIVULGAÇÃO
Bailarino Igor Xavier foi assassinado
As noites em lugares ermos servem de palco para umcrime que mancha o cotidiano das cidades brasileiras. É nessas condições que acontece a maioria dos crimes contra homossexuais, e o Brasil ocupa o primeiro lugar do ranking, segundo levantamento realizado pelo Grupo Gay da Bahia (GGB).
Por aqui, um gay é assassinado a cada dois dias. Minas Gerais ocupa o 5º lugar na escala dos Estados que mais registram esse tipo de crime: entre 2008 e 2009, o aumento chegou a 75%. Foram oito casos há dois anos, contra os 14 do ano passado. Ainda não existem dados deste ano em relação ao Estado.
Números preliminares do GGB para 2010 revelam que neste ano houve aumento de7%nos crimes contra gays cometidos país afora. Em dez meses, foram pelo menos 156 assassinatos de homossexuais. Os dados são alarmantes e a realidade, segundo informa Walkiria La Roche, diretora do Centro de Referência da Diversidade Sexual de Minas Gerais, é ainda pior já que o GGB faz o levantamento a partir do que é noticiado pela imprensa. Para a entidade, muitas ocorrências se escondem na subnotificação.
“Esses dados não refletem a realidade. É algo bem maior”, diz Walkiria. Oscrimes cometidos contra homossexuais são os mais diversos. Desde as mais sutis formas de preconceito a intimidações, ameaças, agressões e morte que deixamos homossexuais à mercê da intolerância extrema. Um projeto de lei contra a homofobia está parado no Senado.
“O machismo ainda é muito forte na mentalidade do brasileiro, e a visibilidade que os gays alcançaram aumenta a intolerância”, analisa o antropólogo Luiz Mott, fundador do GGB.
COMOÇÃO. É exatamente esse machismo que há oito anos mudoua vida de Marlene Xavier. Ela é mãe de Igor Leonardo Lacerda Xavier, bailarino assassinado brutalmente em Montes Claros, Norte de Minas, pelo fato de ser um homossexual.
Numa noite em 2002, Igor foi atraído ao apartamento do homem que se passou por um suposto apoiador dos projetos do bailarino. Gay assumido, Igor acabou morto a tiros na mesma noite, dias antes de completar 30 anos. Apesar da comoção que o crime causou na população local, até hoje o assassino está solto, amparado por um habeas corpus.
Em depoimento, na época das investigações, Ricardo Athayde Vasconcelos disse que matou o bailarino porque tinha horror a homossexuais. “O Igor foi morto por homofobia”, resume o poeta Aroldo Pereira, amigo próximo do bailarino.
Atualmente, a defesa de Vasconcelos aguarda o julgamento deumpedido de nulidade do processo no Supremo Tribunal Federal (STF). Para o pesquisador Luiz Mott, fundadordoGGB,é necessária maior celeridade na investigação de crimes contra homossexuais. “Uma delegacia especializada em minorias que incluísse os gays poderia ajudar. O grito é a primeira arma do oprimido”.

Pai e filho juntos em crime
O acusado de matar o bailarino Igor Leonardo Lacerda Xavier afirmou que teria agido em legítima defesa. Disse que houve um desentendimento e que o bailarino assediava seu filho, Diego Rodrigues Athayde, na época com 19 anos, e suspeito de ser cúmplice do pai no assassinato.
A perícia, no entanto, aponta que dos cinco tiros que mataram o bailarino, um o acertou na nuca. O corpo de Igor só foi encontrado no dia seguinte, jogado numa estrada.” Não me conformo. Há anos convivo com a dor, e os assassinos do meu filho desfilam de cabeça erguida”, desabafa Marlene Xavier, mãe do bailarino. (RRo)
COMBATE
Para militante, governo é omisso
O aumento no número de gays assassinados em Minas, nos últimos dois anos, acontece mesmo com entidades como o Centro de Referência da Diversidade Sexual se dedicar a pensar políticas públicas na defesa dos homossexuais.
Para Carlos Bem, coordenador do Movimento Gay da Região das Vertentes, a violência cresce por omissão das autoridades. “Não há políticas públicas efetivas implementadas para os homossexuais”.
O militante também é crítico quanto aos números apresentados pelo Grupo Gay da Bahia (GGB) sobre os 14 assassinatos em Minas, em 2009. “É subjetivo. Apenas a ponta do iceberg”. Outro problema é que a maioria das famílias prefere não comentar quando um parente gay é assassinado.
“Grande parte é vítima da homofobia internalizada e não denuncia quando é vítima”, complementa o professor Luiz Mott, do GGB. Apartir de2011, o governo pretende implantar em Minas um plano na luta contra a homofobia.
“Lutamos para que o crime de homofobia seja tipificado, para que conste nos boletins de ocorrência da PM. O agressor tem preconceito e quem nos atende também”, diz Walkiria La Roche. (RRo)

Impunidade
Números. Segundo dados do Grupo Gay da Bahia (GGB), apenas 20% dos assassinos de homossexuais são identificados. Desses, menos de 10% são detidos e julgados, e vários são beneficiados com penas leves, quando não absolvidos.

 
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Publicado por em 10/11/2010 em Uncategorized

 

O MST que sai das urnas

enviado pelo companheiro Stálin, do blog lingua ferina
7/11/2010 – IHU, unisinos do R. Gr. Do Sul

“Resultado eleitoral oposto no RS e PR revelou mudanças na percepção
da questão agrária no País”, analisa José de Souza Martins, professor
emérito da Faculdade de Filosofia da USP, em artigo publicado no
jornal O Estado de S. Paulo, 07-11-2010.
Eis o artigo.
O principal dirigente e ideólogo do MST, João Pedro Stédile, em
seguida à vitória de Dilma Rousseff na eleição para Presidente da
República, anunciou a elaboração de uma pauta de reivindicações a
serem a ela apresentadas. Destacou o assentamento dos 100 mil
acampados à espera de inclusão no programa de reforma agrária e a
agilização das medidas relativas à erradicação do trabalho escravo. No
dia seguinte, em sua primeira entrevista como presidente eleita, Dilma
Rousseff mandou recado de volta: “Não compactuo com ilegalidade, nem
com invasão de prédios públicos, nem com invasão de propriedades que
estão sendo produtivamente administradas”. Mandou recado, também, para
o outro lado: “O MST não é um caso de polícia”. E definiu como será
por ela tratada a questão fundiária: “O País tem terras suficientes
para continuar fazendo a reforma agrária”. No fundo, a reforma será
pautada pelos mesmos objetivos conservadores que a regulam desde o
regime militar: converter os sem-terra em proprietários e
assegurar-lhes renda suficiente.
Dilma confirma a distância que separa o governo petista e o MST, que é
a distância do poder. No início do primeiro governo Lula, o MST, e a
Pastoral da Terra que lhe deu origem, tentaram a estratégia da
duplicação da política agrária; a sua, de um lado, e a dos
compromissos do governo, de outro. O presidente do Incra, indicado
pela CPT, tentou radicalizar a reforma agrária, desencontrando-se com
as diretrizes próprias do Ministério do Desenvolvimento Agrário e do
governo. Lula foi rápido e claro: demitiu-o, nomeando para o lugar
alguém identificado com as orientações governamentais e as razões de
Estado. Dilma, agora, antecipa-se: antes de ouvir, já manda dizer o
que está disposta a escutar e a fazer.
Mas sua opção deixa dúvidas quanto ao futuro do MST, cuja função
histórica não pode ser subestimada. O MST, do mesmo modo que a CPT,
deu direção política às lutas camponesas, antes perdidas e dispersas
entre messianismo e milenarismo, de um lado, e banditismo rural, de
outro. Ambos colocaram a insurgência do campo na pauta do Estado como
questão política, retirando-lhe o estigma de questão policial. Mas, de
vários modos, Lula trabalhou para esvaziar-lhes a função mediadora no
conflito fundiário e na questão agrária. O golpe principal foi com o
Bolsa-Família, que se tornou a solução mínima para o problema da
pobreza rural no lugar do radicalismo da solução máxima preconizada
pelo MST e pela CPT. Um de seus efeitos foi a atenuação dos ímpetos de
reivindicação social no campo.
Os dados sobre os conflitos rurais, publicados pela Comissão Pastoral
da Terra em 2009, indicam declínios significativos tanto nas tensões
quanto na curva ascendente das reivindicações. Entre 2002 e 2009, o
número de assassinatos no campo caiu de 43 para 24. Em 2003 e 2004, os
dois primeiros anos do PT no poder, o número de ocorrências de
conflito cresceu cerca de 50% em relação ao último ano do governo de
Fernando Henrique Cardoso. Em 2009, voltaram para quase o mesmo número
de 2002. De 64 acampamentos no último ano do governo FHC, o número
explodiu para 285, no primeiro ano do governo Lula, caindo para 36 em
2009. Um claro indício do MST atuando como grupo de pressão, o
declínio indicando a ineficácia da tática e sua acomodação à oposta
tendência do governo. Ao mesmo tempo, Stédile vem reiteradamente
denunciando o governo Lula, do qual é aliado, por fazer uma reforma
agrária aquém da de Fernando Henrique Cardoso e, poderia dizer, aquém
da de José Sarney.
Uma indicação não menos importante das mudanças que, dentre outros
temas, envolvem a questão agrária é o do resultado eleitoral oposto,
nestas eleições, no Rio Grande do Sul e no Pará. No sul, o eleitorado
colocou o PT no lugar do PSDB; no norte, colocou o PSDB no lugar do
PT. São dois estados de agudo envolvimento do MST na luta pela terra e
também estados marcados por dois episódios trágicos de violência entre
as polícias militares e os sem-terra. No sul, em 1990, um soldado da
Brigada Militar foi morto por um sem terra com uma foiçada num
confronto entre os dois grupos nas ruas de Porto Alegre. No norte, em
1996, ocorreu a tragédia de Eldorado de Carajás, num confronto de
estrada em que a Polícia Militar matou 19 acampados. Nos dois casos, o
eleitorado mais amplo considerou o partido do MST um partido
alternativo e não um partido imprescindível.
Embora tudo sugira que, por decisões do próprio governo do PT, a
reforma agrária vem se tornando um tema menor na agenda política do
País, há um elenco de problemas não resolvidos no âmbito da questão
agrária. Sua inclusão na pauta de reivindicações sociais dependerá
muito mais de que os dirigentes do MST consigam superar sua própria e
notória alienação política do que das disposições do governo Dilma. À
luz do momento, os equívocos e recuos são muitos, com a sujeição
partidária da organização distanciando-a das possibilidades de
transformação social que sua própria prática propõe

 
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Publicado por em 08/11/2010 em Uncategorized

 
 
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